Derrame Pleural em HIV: Diagnóstico e Prognóstico

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2015

Enunciado

Paciente masculino, de 28 anos, com HIV positivo, há 15 dias com tosse seca e dor pleurítica à direita, se consultou em uma Unidade Básica de Saúde há 5 dias, tendo sido prescrita a administração, por via oral, de amoxicilina + clavulanato e azitromicina. Por não obter melhora dos sintomas, procurou atendimento hospitalar. Raio X de toráx revelou derrame pleural livre, de moderada proporção à direita. Toracocentese removeu 1 litro de derrame não purulento, cuja análise demonstrou LDH de 1.500 U/L; glicose de 56 mg/dl; proteínas totais de 5,2 g/dl; BAAR negativo e coloração de Gram-negativa para germes. O exame citológico diferencial indicou 86% de monomorfonucleares e 10% de neutrófilos, e o citopatológico foi negativo para células malignas. Encontrava-se em bom estado geral e não tinha escarro para pesquisa de BAAR. Considerando-se a hipótese diagnóstica mais provável para o caso clínico, está CORRETO dizer que:

Alternativas

  1. A) Os valores de LDH > 1.000 U/L e glicose < 60 mg/dL no derrame indicam a necessidade de drenagem pleural.
  2. B) A persistência dos sintomas, apesar de antibioticoterapia ampla, sugere tratar-se de infecção por germe comunitário resistente.
  3. C) Estão indicadas pleuroscopia para confirmação diagnóstica e pleurodese por aspersão de talco no mesmo procedimento.
  4. D) Biópsia pleural não é útil para confirmação diagnóstica.
  5. E) A evolução esperada, caso não seja realizado qualquer tipo de tratamento, é, na maioria das vezes, reabsorção completa do derrame.

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