INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Paciente de 58 anos procura atendimento em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) devido a quadro de dor torácica à direita, associada a leve desconforto respiratório e "febre baixa" não aferida, com cerca de 3 dias de evolução. Nega tosse ou expectoração. Paciente previamente hígido, com história de tabagismo de longa data (20 maços/ano). Ao exame físico, a região médio-basal do hemitórax direito apresenta expansibilidade reduzida, frêmito toracovocal reduzido, percussão com presença de macicez, ressonância pulmonar reduzida e ausência de ruídos adventícios. Com base no exame físico, a principal hipótese diagnóstica é
Macicez, FTV reduzido, expansibilidade reduzida → derrame pleural = acúmulo líquido no espaço pleural.
A tríade clássica de macicez à percussão, frêmito toracovocal (FTV) reduzido/abolido e expansibilidade reduzida no exame físico torácico é altamente sugestiva de derrame pleural, indicando acúmulo de líquido no espaço pleural. A ausência de ruídos adventícios também corrobora essa hipótese, diferenciando de consolidação.
O derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural, que pode ser causado por diversas condições médicas. A semiologia pulmonar é fundamental para o diagnóstico inicial, e a correta interpretação dos achados do exame físico pode direcionar a investigação diagnóstica e o manejo. A presença de dor torácica pleurítica, desconforto respiratório e febre baixa, em conjunto com os achados de macicez, frêmito toracovocal reduzido e expansibilidade diminuída, são altamente sugestivos de derrame pleural. É crucial diferenciar o derrame pleural de outras condições pulmonares, como a pneumonia com consolidação lobar ou o pneumotórax. Enquanto o derrame pleural apresenta macicez e FTV reduzido, a consolidação tipicamente cursa com FTV aumentado e percussão submaciça, e o pneumotórax com hiperressonância e FTV abolido. A história de tabagismo de longa data no paciente também alerta para etiologias como neoplasias ou DPOC, que podem estar associadas a derrames pleurais.
Os achados incluem expansibilidade torácica reduzida, frêmito toracovocal reduzido ou abolido, macicez à percussão e murmúrio vesicular diminuído ou abolido na área afetada.
No derrame pleural, o frêmito toracovocal é reduzido e a percussão é maciça. Na consolidação, o frêmito toracovocal é aumentado e a percussão é submaciça, com presença de crepitações.
As causas podem ser transudativas (insuficiência cardíaca, cirrose, síndrome nefrótica) ou exsudativas (pneumonia, neoplasias, tuberculose, embolia pulmonar, doenças autoimunes).
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