Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Homem de 35 anos, tabagista, com dor pleurítica e tosse seca há 2 dias. Exame físico: murmúrio vesicular diminuído à base direita. RX de tórax: derrame pleural à direita. Qual a conduta inicial?
Derrame pleural novo sem causa óbvia (ex: ICC) → Toracocentese diagnóstica imediata.
A conduta inicial diante de um derrame pleural unilateral em paciente sintomático é a toracocentese para diferenciar transudato de exsudato e investigar etiologias inflamatórias ou neoplásicas.
O derrame pleural é o acúmulo excessivo de líquido no espaço pleural, resultando de um desequilíbrio entre a formação e a absorção. Clinicamente, manifesta-se por dispneia, dor pleurítica e tosse. A abordagem diagnóstica foca na distinção entre transudatos (causados por fatores sistêmicos como ICC ou cirrose) e exsudatos (causados por processos locais como inflamação, infecção ou malignidade). A toracocentese é um procedimento seguro e essencial que fornece informações cruciais para o direcionamento terapêutico.
Ela é indicada em quase todos os pacientes com derrame pleural novo, especialmente se unilateral ou se houver dúvida diagnóstica. A exceção principal são pacientes com insuficiência cardíaca congestiva clara e derrames bilaterais simétricos, onde se tenta primeiro a terapia diurética.
Utilizam-se os Critérios de Light. O líquido é um exsudato se apresentar pelo menos um dos seguintes: 1) Relação proteína pleural/sérica > 0,5; 2) Relação LDH pleural/sérico > 0,6; 3) LDH pleural > 2/3 do limite superior da normalidade do soro.
Devem ser solicitados: bioquímica (proteínas, LDH, glicose, pH), citologia (global e diferencial), gram e cultura, além de pesquisa de BAAR e citologia oncótica, dependendo da suspeita clínica e fatores de risco do paciente.
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