ENARE/ENAMED — Prova 2026
Paciente masculino, 36 anos, é tabagista e trabalha como ascensorista. Procura atendimento no ambulatório queixando-se de tosse seca, persistente por mais de 3 semanas, acompanhada de febre vespertina, dificuldade respiratória durante esforços e dor infraescapular à esquerda. Exame físico: bom estado geral, orientado, emagrecido, descorado, hidratado, afebril. Ausculta cardíaca sem alterações; ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares diminuídos e percussão maciça em base do tórax à esquerda. Com base no diagnóstico provável, quais são, respectivamente, o exame complementar e a conduta adequada ao caso?
Derrame pleural → USG torácica + Toracocentese = Diagnóstico etiológico e alívio sintomático.
Em pacientes com suspeita de derrame pleural, a ultrassonografia torácica é o exame de escolha para confirmar a presença e guiar a toracocentese; esta última é fundamental para análise do líquido pleural (diagnóstico etiológico) e alívio de sintomas.
O derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural, manifestando-se com sintomas como tosse, dispneia e dor torácica. A etiologia é vasta, incluindo causas infecciosas (como tuberculose), neoplásicas, cardíacas e renais. A avaliação inicial inclui a história clínica detalhada e o exame físico, que pode revelar macicez à percussão e diminuição do murmúrio vesicular na área afetada. A ultrassonografia torácica é uma ferramenta diagnóstica e intervencionista valiosa, permitindo a confirmação da presença do derrame, a quantificação e a localização precisa para guiar a toracocentese. A toracocentese, por sua vez, é um procedimento crucial que permite a coleta de líquido pleural para análise laboratorial (bioquímica, citologia, microbiologia), fundamental para determinar a causa do derrame, além de proporcionar alívio sintomático imediato ao paciente. A escolha do exame e da conduta deve ser baseada na suspeita clínica e na segurança do paciente.
Tosse seca, dispneia, dor torácica pleurítica, febre vespertina, emagrecimento, e ao exame físico, macicez à percussão e murmúrios vesiculares diminuídos.
A ultrassonografia permite identificar o melhor local para a punção em tempo real, evitando lesões a estruturas adjacentes, é portátil, sem radiação e mais acessível para procedimentos.
A toracocentese é essencial tanto para o diagnóstico etiológico do derrame (análise do líquido pleural) quanto para o alívio sintomático da dispneia.
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