HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Homem, 48 anos de idade, tabagista de longa data, comparece na Unidade Básica de Saúde (UBS) por estar mais cansado que o habitual em esforços cotidianos. Em radiografia realizada após a primeira consulta, o médico percebe o achado apresentado a seguir: Em relação ao caso descrito, a melhor conduta é:
Derrame pleural de etiologia a esclarecer → Toracocentese é o primeiro passo diagnóstico e terapêutico.
A toracocentese é fundamental na abordagem inicial de um derrame pleural sem causa definida. A análise do líquido pleural (Critérios de Light, citologia, bioquímica, cultura) diferencia transudatos de exsudatos e direciona a investigação etiológica, como neoplasia ou infecção.
O derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural, entre a pleura visceral e parietal. Pode ser classificado como transudato, decorrente de desequilíbrios nas pressões hidrostática ou oncótica (ex: insuficiência cardíaca, cirrose), ou exsudato, resultante de processos inflamatórios que aumentam a permeabilidade capilar (ex: infecções, neoplasias). A investigação de um derrame pleural de causa desconhecida inicia-se com a história clínica, exame físico e radiografia de tórax. O passo subsequente e crucial é a toracocentese, um procedimento que consiste na punção e aspiração do líquido pleural para análise. A análise bioquímica, especialmente a aplicação dos Critérios de Light (proteína e LDH), é fundamental para diferenciar transudatos de exsudatos e direcionar a investigação etiológica. O manejo depende da causa subjacente. Toracocenteses de alívio podem ser necessárias para pacientes sintomáticos. Em casos de derrames exsudativos sem diagnóstico definido após análise inicial, como suspeita de neoplasia ou empiema, procedimentos mais invasivos como biópsia pleural por agulha, videotoracoscopia (VATS) ou toracostomia podem ser indicados. A abordagem escalonada, iniciando pela toracocentese, otimiza o diagnóstico e evita procedimentos desnecessários.
Os achados clássicos incluem o velamento do seio costofrênico, opacidade homogênea com uma curva de concavidade superior (curva de Damoiseau) e, em grandes derrames, desvio contralateral do mediastino.
A conduta inicial é a toracocentese diagnóstica e, se necessário, terapêutica (de alívio). A análise do líquido pleural, aplicando os Critérios de Light, é essencial para diferenciar transudato de exsudato e guiar a investigação.
A diferenciação é feita pelos Critérios de Light. Um derrame é exsudativo se apresentar pelo menos um dos seguintes: relação proteína pleural/sérica > 0.5, relação LDH pleural/sérico > 0.6, ou LDH pleural > 2/3 do limite superior da normalidade do LDH sérico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo