Derrame Pleural Complicado Pediátrico: Manejo e Conduta

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024

Enunciado

Menina de 7 anos, com síndrome de EhlersDanlos e portadora de aneurismas intracranianos, foi trazida à Emergência por febre e dificuldade ventilatória há 48 horas. Exame clínico mostrou redução de murmúrio vesicular em região inferior do hemitórax direito, com estertores audíveis. Radiografia de tórax evidenciou grande consolidação no lobo inferior direito e derrame pleural ipsilateral. Ultrassonografia torácica revelou volumoso derrame pleural, com líquido espesso e com septações e loculações. Qual a conduta mais indicada para o derrame pleural?

Alternativas

  1. A) Drenagem pleural tubular fechada
  2. B) Drenagem pleural tubular + instilação de fibrinolítico intrapleural
  3. C) Toracoscopia + drenagem pleural tubular
  4. D) Toracotomia + decorticação pulmonar + drenagem pleural tubular

Pérola Clínica

Derrame pleural espesso/septado em criança → Toracoscopia + drenagem pleural tubular.

Resumo-Chave

Em casos de derrame pleural complicado com líquido espesso, septações e loculações, a toracoscopia com drenagem pleural tubular é a conduta mais indicada para quebrar as aderências, drenar o líquido e permitir a reexpansão pulmonar.

Contexto Educacional

O derrame pleural em crianças pode evoluir para um quadro complicado, como o empiema, caracterizado pela presença de pus na cavidade pleural. A síndrome de Ehlers-Danlos, embora não diretamente ligada à etiologia do derrame, pode complicar o manejo devido à fragilidade tecidual. A presença de líquido espesso, septações e loculações na ultrassonografia torácica indica um derrame pleural complicado, que dificilmente será resolvido apenas com drenagem pleural tubular simples. Nesses casos, a intervenção para quebrar as aderências e remover o material fibrinoso é essencial. A toracoscopia, ou videotoracoscopia, permite a visualização direta, a lise das septações e a drenagem completa do líquido, seguida pela colocação de um dreno. Essa abordagem minimamente invasiva é superior à drenagem simples ou ao uso isolado de fibrinolíticos em derrames complicados, promovendo melhor reexpansão pulmonar e menor tempo de internação.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de um derrame pleural complicado em crianças?

Sinais incluem febre persistente, piora do estado geral, líquido pleural espesso, septações e loculações na ultrassonografia, e falha da drenagem simples.

Qual o papel da toracoscopia no tratamento do derrame pleural complicado?

A toracoscopia permite a visualização direta da cavidade pleural, a lise de aderências e septações, a remoção de fibrina e a colocação precisa do dreno, otimizando a drenagem e a reexpansão pulmonar.

Quando considerar o uso de fibrinolíticos intrapleurais?

Fibrinolíticos podem ser considerados em derrames pleurais complicados com septações que não respondem à drenagem simples, mas a toracoscopia é geralmente mais eficaz em casos mais avançados.

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