HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
PEC, 43 anos, masculino, professor, desenvolve quadro de pneumonia de lobo inferior direito e iniciado tratamento com amoxicilina há 5 dias. Persiste com febre e dor infraescapular e axilar direita. Radiografia de tórax mostra derrame pleural a direita. Punção pleural mostra líquido turvo, pH 7,0, proteinas 4,5 mg/dl, glicose 40 mg/dl. Qual sua conduta para o caso?
Derrame pleural complicado/empiema → pH pleural < 7.2, glicose < 60 mg/dL → Drenagem pleural fechada é essencial.
A persistência de sintomas após 5 dias de antibioticoterapia para pneumonia, associada a um derrame pleural com características de líquido turvo, pH baixo e glicose baixa, indica um derrame parapneumônico complicado ou empiema, que requer drenagem. Apenas mudar o antibiótico não é suficiente para resolver o quadro.
O derrame pleural parapneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana, variando de um exsudato estéril simples a um empiema franco. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar morbidade e mortalidade. A epidemiologia está diretamente ligada à incidência de pneumonias, sendo uma condição frequente na prática clínica. A fisiopatologia envolve a passagem de bactérias e mediadores inflamatórios da pneumonia para o espaço pleural. O diagnóstico é feito pela radiografia de tórax e, principalmente, pela toracocentese diagnóstica com análise do líquido pleural. Deve-se suspeitar de complicação quando há persistência de febre e dor, ou piora clínica, apesar da antibioticoterapia inicial, e os critérios bioquímicos são alterados. O tratamento depende da fase do derrame. Derrame parapneumônico complicado ou empiema requer drenagem do espaço pleural, seja por dreno torácico ou, em casos mais avançados, por toracoscopia ou toracotomia com decorticação, além de antibioticoterapia prolongada. O prognóstico melhora significativamente com a intervenção precoce e adequada.
Um derrame parapneumônico é considerado complicado quando o pH do líquido pleural é < 7,20, a glicose é < 60 mg/dL, ou há presença de bactérias no Gram ou cultura, ou pus franco no espaço pleural.
A conduta inicial para o empiema pleural, após o diagnóstico, é a drenagem do espaço pleural, geralmente por meio de um dreno torácico (drenagem pleural fechada), associada à antibioticoterapia adequada e prolongada.
A análise do líquido pleural é crucial porque fornece informações sobre a natureza do derrame (exsudato/transudato) e, mais importante, se ele é complicado ou um empiema, guiando a decisão sobre a necessidade de drenagem e o tipo de intervenção.
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