UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Homem, 48a, vem encaminhado para serviço de referência em cirurgia torácica para avaliação de derrame pleural complicado. Deu entrada consciente, orientado e dispneico, com drenagem torácica realizada previamente no serviço de origem, conforme esquema abaixo. QUAL O MOTIVO PARA O QUADRO CLÍNICO APRESENTADO?
Derrame pleural complicado → Drenagem torácica ineficaz ou infecção persistente causa dispneia e piora clínica.
Um derrame pleural complicado, como um empiema, pode levar a dispneia e piora clínica mesmo após drenagem inicial se houver loculações, drenagem inadequada, infecção persistente ou falha na reexpansão pulmonar. A avaliação da eficácia da drenagem e a presença de infecção são cruciais.
O derrame pleural complicado representa um desafio clínico significativo, frequentemente associado a infecções pleurais como o empiema. A presença de um derrame pleural complicado indica a necessidade de uma abordagem mais agressiva do que a simples toracocentese diagnóstica, geralmente envolvendo a drenagem torácica. A fisiopatologia de um derrame complicado envolve a formação de fibrina e loculações no espaço pleural, que podem impedir a drenagem eficaz do líquido infectado. A persistência de sintomas como dispneia e febre, mesmo após a inserção de um dreno, sugere que a drenagem pode ser inadequada ou que a infecção não foi controlada. O tratamento de um derrame pleural complicado exige uma avaliação cuidadosa da eficácia da drenagem. Se a drenagem for insuficiente, outras intervenções como a fibrinólise intrapleural ou procedimentos cirúrgicos (videotoracoscopia ou toracotomia) podem ser necessários para quebrar as loculações e permitir a reexpansão pulmonar. O prognóstico depende da rapidez e adequação do tratamento.
Um derrame pleural é considerado complicado quando há sinais de infecção (empiema), pH < 7,20, glicose < 60 mg/dL no líquido pleural, ou presença de loculações.
A dispneia pode persistir devido a drenagem incompleta por loculações, falha na reexpansão pulmonar, infecção pleural não controlada ou outras comorbidades pulmonares.
Opções incluem fibrinólise intrapleural, drenagem por videotoracoscopia (VATS) com desbridamento, ou toracotomia aberta em casos selecionados.
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