Derrame Pleural Volumoso: Achados no Exame Físico

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021

Enunciado

O exame físico para a identificação de derrame pleural, sempre teve características facilmente identificáveis, apesar de ser cada vez menos apreciado e utilizado pelos médicos em tempos atuais, principalmente pelo surgimento e disseminação dos exames radiológicos como radiografia de tórax ou mais recentemente a tomografia computadorizada de tórax. A boa prática da medicina deve primar por um bom exame físico em qualquer patologia, pois, além de ser de baixo custo, estreita a relação médico-paciente, promovendo aproximação e contato humano. Em relação aos achados esperados no exame físico de um paciente com derrame pleural volumoso, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Percussão com macicez, palpação do frêmito toracovocal diminuído, ausculta com murmúrio vesicular aumentado, ausculta da voz com broncofo
  2. B) Percussão com macicez, palpação do frêmito toracovocal diminuído, ausculta da voz com murmúrio vesicular normal, ausculta da voz com pectorilóquia. 
  3. C) Percussão com macicez, palpação do frêmito toracovocal diminuído, ausculta com murmúrio vesicular diminuído ou abolido, ausculta da voz com egofonia.
  4. D) Percussão timpânica, palpação do frêmito toracovocal diminuído, ausculta da voz com murmúrio vesicular diminuído ou abolido, ausculta da voz com egofonia.
  5. E) Percussão com timpanismo, palpação do frêmito toracovocal aumentado, ausculta com murmúrio vesicular normal, ausculta da voz com broncofonia.

Pérola Clínica

Derrame pleural volumoso: macicez, FTV ↓, MV ↓/abolido, egofonia.

Resumo-Chave

No derrame pleural volumoso, o líquido na cavidade pleural impede a transmissão do som, resultando em macicez à percussão, frêmito toracovocal diminuído e murmúrio vesicular abolido, além de egofonia na ausculta da voz.

Contexto Educacional

O exame físico pulmonar, embora por vezes subestimado na era da alta tecnologia, permanece uma ferramenta diagnóstica inestimável, de baixo custo e que fortalece a relação médico-paciente. Para o residente, a capacidade de identificar sinais clássicos de patologias como o derrame pleural é fundamental, não apenas para provas, mas para a prática clínica diária. No caso de um derrame pleural volumoso, os achados no exame físico são bastante característicos e resultam da interposição de líquido entre as pleuras. À inspeção, pode-se notar diminuição da expansibilidade torácica no lado afetado. Na palpação, o frêmito toracovocal (FTV) estará diminuído ou abolido sobre a área do derrame, pois o líquido impede a transmissão das vibrações vocais. A percussão revelará macicez ou submacicez na região do derrame, contrastando com o som claro pulmonar normal. Finalmente, na ausculta, o murmúrio vesicular estará diminuído ou abolido, pois o líquido abafa os sons respiratórios. Um achado peculiar é a egofonia, uma alteração da voz auscultada que soa nasalada e tremulante, frequentemente na borda superior do derrame, devido à compressão pulmonar e à filtração seletiva de frequências pelo líquido. O domínio desses sinais permite uma suspeita diagnóstica precisa antes mesmo de exames de imagem.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados à percussão em um derrame pleural?

À percussão, o derrame pleural causa macicez ou submacicez na área afetada, devido à presença de líquido que impede a ressonância normal do pulmão.

Como o frêmito toracovocal se comporta no derrame pleural?

O frêmito toracovocal está diminuído ou abolido sobre a área do derrame, pois o líquido atua como uma barreira à transmissão das vibrações vocais.

O que é egofonia e por que ocorre no derrame pleural?

Egofonia é um som nasalado e tremulante (voz de cabra) ouvido na ausculta da voz, geralmente na borda superior do derrame. Ocorre pela filtração seletiva das frequências sonoras ao passar pelo líquido e pelo pulmão comprimido.

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