Derrame Pleural: Diferenciando Transudato de Exsudato

UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 34 anos, previamente hígido, iniciou quadro de tosse produtiva, dispneia e febre há 7 dias, evoluindo com dor torácica ventilatório-dependente. Ao exame físico, apresenta macicez à percussão de terço inferior de hemitórax esquerdo, abolição de frêmito tóracovocal e de murmúrios vesiculares na região. Realizada radiografia de tórax com velamento do seio costofrênico ipsilateral, sem outros achados.Assinale a alternativa correta a respeito do quadro.

Alternativas

  1. A) Devem-se aplicar os critérios de Light para elucidar tipo do derrame pleural. Caso o líquido apresente características de exsudato, deve-se pensar em patologias como tuberculose, neoplasia ou uremia.
  2. B) Caso se realize a subtração entre a albumina sérica e a albumina do líquido pleural e o resultado seja maior do que 1,2, pensar-se-á em transudato.
  3. C) Derrames parapneumônicos tendem a apresentar valores pleurais de glicose inferiores a 60 mg/dL, ADA < 40 UI/L e celularidade com predomínio de linfócitos.
  4. D) Caso se realize a subtração entre a proteína sérica e a proteína do líquido pleural e o resultado for maior do que 3,1, pensar-se-á em exsudato.

Pérola Clínica

Gradiente albumina sérica - albumina pleural > 1,2 g/dL → sugere derrame pleural transudato.

Resumo-Chave

O gradiente de albumina sérica menos albumina do líquido pleural (GAS-ALP) é um critério útil para diferenciar transudatos de exsudatos. Um valor > 1,2 g/dL é altamente sugestivo de transudato, indicando que a causa é sistêmica e não inflamatória local.

Contexto Educacional

O derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural, uma condição comum com diversas etiologias. A sua identificação é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. Clinicamente, pode manifestar-se com dispneia, dor torácica pleurítica e tosse. O diagnóstico de derrame pleural é feito pelo exame físico (macicez à percussão, abolição de frêmito toracovocal e murmúrios vesiculares) e confirmado por exames de imagem como a radiografia de tórax (velamento do seio costofrênico, opacificação homogênea). A toracocentese diagnóstica é fundamental para analisar o líquido pleural e classificá-lo como transudato ou exsudato. A diferenciação entre transudato e exsudato é essencial para direcionar a investigação etiológica. Os critérios de Light são amplamente utilizados, mas o gradiente de albumina sérica menos albumina do líquido pleural (GAS-ALP) > 1,2 g/dL é um critério adicional que sugere transudato, especialmente em casos limítrofes dos critérios de Light. Transudatos geralmente indicam causas sistêmicas (ICC, cirrose), enquanto exsudatos sugerem inflamação local (infecção, neoplasia).

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clássicos do exame físico em um derrame pleural?

Os achados incluem macicez à percussão, abolição ou diminuição do frêmito toracovocal e abolição ou diminuição dos murmúrios vesiculares na área afetada.

Quando os critérios de Light são utilizados para classificar o derrame pleural?

Os critérios de Light são utilizados para diferenciar derrames pleurais em transudatos ou exsudatos, baseando-se em níveis de proteína e LDH no líquido pleural e no soro.

Quais são as principais causas de derrame pleural transudativo?

As principais causas de transudato são insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática com ascite, síndrome nefrótica e hipoalbuminemia grave.

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