Derrame Pleural: Diagnóstico e Conduta Inicial com USG e Toracocentese

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 36 anos, é tabagista e trabalha como ascensorista. Procura atendimento no ambulatório queixando-se de tosse seca, persistente por mais de 3 semanas, acompanhada de febre vespertina, dificuldade respiratória durante esforços e dor infraescapular à esquerda. Exame físico: bom estado geral, orientado, emagrecido, descorado, hidratado, afebril. Ausculta cardíaca sem alterações; ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares diminuídos e percussão maciça em base do tórax à esquerda. Com base no diagnóstico provável, quais são, respectivamente, o exame complementar e a conduta adequada ao caso?

Alternativas

  1. A) Ressonância magnética; programação cirúrgica.
  2. B) Tomografia de tórax; lobectomia segmentar.
  3. C) Tomografia de tórax; drenagem de tórax.
  4. D) Ultrassonografia; toracocentese.

Pérola Clínica

Tosse >3 sem, febre vespertina, MV diminuídos, macicez = Derrame pleural (Tuberculose?) → USG + Toracocentese.

Resumo-Chave

O quadro clínico sugere derrame pleural, possivelmente de origem tuberculosa, dada a tosse persistente, febre vespertina e emagrecimento. A ultrassonografia torácica é o exame inicial ideal para confirmar a presença e guiar a toracocentese diagnóstica e terapêutica.

Contexto Educacional

O derrame pleural é uma condição comum que se manifesta com sintomas respiratórios e achados característicos ao exame físico. A história de tosse persistente, febre vespertina e emagrecimento em um paciente tabagista levanta a forte suspeita de tuberculose pleural, uma causa frequente de exsudato pleural em regiões endêmicas. A percussão maciça e a diminuição dos murmúrios vesiculares são sinais clássicos de acúmulo de líquido no espaço pleural. A abordagem diagnóstica inicial deve ser racional e eficiente. A radiografia de tórax é útil para identificar o derrame, mas a ultrassonografia torácica é superior para confirmar a presença de líquido, estimar seu volume, caracterizar sua natureza (livre ou loculado) e, crucialmente, guiar a toracocentese. A toracocentese é um procedimento essencial, tanto para o diagnóstico etiológico através da análise do líquido pleural (bioquímica, citologia, microbiologia) quanto para o alívio sintomático da dispneia. A escolha da conduta deve sempre priorizar a segurança do paciente e a obtenção de informações diagnósticas precisas.

Perguntas Frequentes

Quais os achados clínicos que sugerem derrame pleural?

Tosse, dispneia, dor torácica pleurítica, e ao exame físico: macicez à percussão, murmúrios vesiculares diminuídos ou abolidos, e frêmito toracovocal diminuído.

Por que a ultrassonografia é o exame complementar inicial para derrame pleural?

A USG é rápida, portátil, não invasiva, sem radiação, e altamente sensível para detectar pequenas quantidades de líquido pleural, além de guiar procedimentos como a toracocentese com segurança.

Qual a finalidade da toracocentese em um caso de derrame pleural?

A toracocentese tem finalidade diagnóstica (análise do líquido pleural para determinar a etiologia, como exsudato/transudato, citologia, microbiologia) e terapêutica (alívio da dispneia por remoção do líquido).

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