Derrame Pleural: Achados Radiológicos e Classificação

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022

Enunciado

Sobre o derrame pleural, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Insuficiência hepática, insuficiência renal e insuficiência cardíaca congestiva são doenças que podem cursar com exsudato.
  2. B) No transudato, há aumento da pressão hidrostática (hipervolemia), aumento da pressão oncótica (hiperalbuminemia) e a camada mesotelial está normal, ou seja, não há o acometimento direto da superfície pleural.
  3. C) As manifestações clínicas secundárias à presença de derrame pleural são: tosse produtiva, ausência de dor torácica e dispneia.
  4. D) Os achados radiológicos característicos do derrame pleural em posição ortostática são: opacificação dos campos pulmonares basais, sinal do menisco e desvio do mediastino para o lado contralateral.

Pérola Clínica

Derrame pleural em ortostase → opacificação basal, sinal do menisco (curva de Damoiseau) e desvio mediastinal (se grande).

Resumo-Chave

O derrame pleural é uma coleção anormal de líquido no espaço pleural. Radiologicamente, em posição ortostática, ele se manifesta como opacificação das bases pulmonares, com uma linha curva ascendente lateralmente (sinal do menisco ou curva de Damoiseau). Grandes derrames podem causar desvio do mediastino para o lado contralateral.

Contexto Educacional

O derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural, uma condição comum na prática clínica com diversas etiologias. É crucial para o residente entender sua apresentação, diagnóstico e classificação. A identificação precoce e a diferenciação entre transudato e exsudato são passos fundamentais para direcionar a investigação e o tratamento. A fisiopatologia do derrame pleural envolve o desequilíbrio entre a produção e a reabsorção de líquido pleural. Transudatos ocorrem quando há alteração nas pressões hidrostática ou oncótica sistêmicas, sem inflamação pleural primária. Exsudatos, por outro lado, resultam de processos inflamatórios ou neoplásicos que aumentam a permeabilidade capilar pleural ou obstruem a drenagem linfática. Os critérios de Light são utilizados para essa diferenciação, baseando-se nos níveis de proteínas e DHL no líquido pleural e no soro. As manifestações clínicas podem incluir dispneia, dor torácica pleurítica e tosse seca. Ao exame físico, pode-se encontrar macicez à percussão, diminuição do frêmito toracovocal e abolição do murmúrio vesicular na área afetada. A radiografia de tórax é o método diagnóstico inicial, revelando opacificação dos seios costofrênicos e, em derrames maiores, o clássico sinal do menisco (curva de Damoiseau) e, eventualmente, desvio do mediastino. A toracocentese diagnóstica é frequentemente necessária para análise do líquido e determinação da etiologia.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados radiológicos mais comuns do derrame pleural em uma radiografia de tórax em ortostase?

Em ortostase, os achados incluem opacificação dos seios costofrênicos e campos pulmonares basais, perda do contorno diafragmático, e o clássico sinal do menisco (curva de Damoiseau), que é uma linha curva ascendente lateralmente. Grandes derrames podem causar desvio do mediastino para o lado contralateral.

Qual a diferença fisiopatológica entre transudato e exsudato no derrame pleural?

Transudatos resultam de um desequilíbrio nas pressões hidrostática e oncótica (ex: insuficiência cardíaca, cirrose, síndrome nefrótica), sem doença primária da pleura. Exsudatos são causados por inflamação ou lesão direta da pleura, com aumento da permeabilidade capilar (ex: pneumonia, câncer, tuberculose).

Quais doenças podem cursar com transudato pleural?

As principais causas de transudato pleural são insuficiência cardíaca congestiva (aumento da pressão hidrostática), cirrose hepática (hipoalbuminemia e aumento da pressão hidrostática) e síndrome nefrótica (hipoalbuminemia).

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