UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Na avaliação do derrame pleural, durante investigação clínica detalhada, a toracocentese diagnóstica tem papel fundamental na sua determinação etiológica. O líquido pleural, uma vez coletado, é enviado para análise laboratorial, em que são feitas cultura e antibiograma, pesquisa de BAAR, citologia oncótica, contagem e diferencial de leucócitos e dosagens bioquímicas. Sobre a dosagem de glicose, assinale a alternativa correta.
Glicose no líquido pleural < 60 mg/dL ou < 50% da glicemia → sugere empiema, artrite reumatoide, lúpus, neoplasia.
Níveis baixos de glicose no líquido pleural (geralmente < 60 mg/dL ou < 50% da glicemia sérica) são um achado importante que sugere processos inflamatórios intensos ou consumo de glicose por células ou microrganismos, como empiema, artrite reumatoide, lúpus ou neoplasias.
A análise do líquido pleural obtido por toracocentese diagnóstica é um pilar fundamental na investigação etiológica do derrame pleural. Dentre os diversos parâmetros bioquímicos avaliados, a dosagem de glicose no líquido pleural possui grande relevância clínica, auxiliando no diagnóstico diferencial de diversas condições. Normalmente, a concentração de glicose no líquido pleural é similar à glicemia sérica. No entanto, em algumas patologias, a glicose pode estar significativamente reduzida. Níveis de glicose no líquido pleural abaixo de 60 mg/dL ou menos de 50% da glicemia sérica concomitante são considerados anormais e indicativos de processos patológicos específicos. As principais causas de hipoglicorraquia pleural incluem empiema (devido ao consumo de glicose por bactérias e leucócitos), derrames pleurais associados à artrite reumatoide (pelo consumo por células inflamatórias e alteração do transporte), lúpus eritematoso sistêmico, neoplasias malignas, tuberculose e ruptura esofágica. A compreensão desses achados é essencial para a correta interpretação e para guiar a conduta terapêutica.
Empiema, artrite reumatoide, lúpus, neoplasias, tuberculose e ruptura esofágica são causas importantes de hipoglicorraquia pleural, indicando um processo patológico subjacente.
Geralmente, valores de glicose no líquido pleural abaixo de 60 mg/dL ou menos de 50% da glicemia sérica concomitante são considerados baixos e clinicamente significativos.
A diminuição ocorre devido ao consumo de glicose por microrganismos (bactérias), células inflamatórias (neutrófilos) ou células neoplásicas, além de um transporte alterado de glicose para o espaço pleural.
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