Derrame Pleural: Diagnóstico no Exame Físico e Pneumonia

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Um paciente com 20 anos, previamente hígido, é recebido em pronto atendimento referindo que iniciou, há cinco dias, tosse produtiva acompanhada de astenia e febre diária entre 38 e 39 °C e que evoluiu com dor no hemitórax direito, que piorava com inspiração profunda e dispneia progressiva. Conta que procurou médico há 3 dias, o qual lhe prescreveu analgésicos e anti-inflamatórios, não tendo obtido melhora significativa do quadro. Ao exame físico, o paciente encontra-se em regular estado geral, com expansibilidade da caixa torácica reduzida à direita, frêmito toracovocal reduzido, com submacicez e murmúrio vesicular abolido em base pulmonar à direita.Com base na situação apresentada, a hipótese diagnóstica mais provável é

Alternativas

  1. A) pneumonia viral complicada com atelectasia.
  2. B) neoplasia de pulmão complicada com atelectasia.
  3. C) tuberculose pulmonar complicada com pneumotórax.
  4. D) pneumonia bacteriana complicada com derrame pleural.

Pérola Clínica

Macicez, FTV ↓ e MV abolido em base pulmonar → derrame pleural, comum em pneumonia bacteriana complicada.

Resumo-Chave

O quadro clínico de tosse produtiva, febre, dor pleurítica e dispneia, associado a achados de exame físico como expansibilidade reduzida, frêmito toracovocal diminuído, macicez à percussão e murmúrio vesicular abolido em uma área específica do tórax, é altamente sugestivo de derrame pleural, frequentemente uma complicação de pneumonia bacteriana.

Contexto Educacional

O derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural, que pode ser transudato ou exsudato. No contexto de uma pneumonia bacteriana, o derrame pleural é frequentemente um exsudato, resultante da inflamação e aumento da permeabilidade capilar na pleura adjacente ao foco infeccioso. A sua presença indica uma complicação da pneumonia e pode variar de um pequeno derrame parapneumônico não complicado a um empiema. O diagnóstico de derrame pleural é fortemente sugerido pelo exame físico. A inspeção pode revelar redução da expansibilidade do hemitórax afetado. À palpação, o frêmito toracovocal estará diminuído ou abolido. A percussão revelará macicez na área do derrame, e à ausculta, o murmúrio vesicular estará abolido ou muito diminuído. A dor pleurítica, que piora com a inspiração profunda, é um sintoma comum. A confirmação diagnóstica é feita por exames de imagem, como radiografia de tórax (com incidências em decúbito lateral para avaliar mobilidade do líquido) e ultrassonografia torácica, que é muito sensível para identificar e quantificar o derrame. A toracocentese diagnóstica é frequentemente necessária para análise do líquido pleural e diferenciação entre as causas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados do exame físico em um paciente com derrame pleural?

Os achados clássicos incluem expansibilidade torácica reduzida, frêmito toracovocal diminuído ou abolido, macicez à percussão e murmúrio vesicular abolido ou muito diminuído sobre a área do derrame.

Como diferenciar derrame pleural de consolidação pulmonar no exame físico?

No derrame pleural, o frêmito toracovocal é reduzido e há macicez. Na consolidação, o frêmito toracovocal é geralmente aumentado e a percussão é submaciça ou maciça.

Quais são as causas mais comuns de derrame pleural em pacientes jovens?

Em pacientes jovens, as causas mais comuns incluem infecções (pneumonia bacteriana, tuberculose), trauma e doenças autoimunes.

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