HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
O derrame pleural se caracteriza pelo aumento do volume do líquido pleural normal. Para classificá-lo em exsudato ou transudato devem ser dosadas as seguintes substâncias:
Classificação derrame pleural (exsudato/transudato) = dosar DHL e proteínas no líquido pleural e soro.
A distinção entre exsudato e transudato no derrame pleural é fundamental para direcionar a investigação etiológica. Os Critérios de Light, que utilizam os níveis de DHL e proteínas no líquido pleural e no soro, são a ferramenta padrão-ouro para essa classificação, diferenciando causas inflamatórias de desequilíbrios pressóricos.
O derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural, que normalmente contém uma pequena quantidade de fluido. Sua presença indica uma patologia subjacente e a primeira etapa diagnóstica crucial é a classificação em transudato ou exsudato, o que direciona a investigação etiológica. Essa distinção é baseada na análise bioquímica do líquido pleural. A diferenciação entre transudato e exsudato é classicamente realizada pelos Critérios de Light, que avaliam a relação entre os níveis de proteínas e desidrogenase láctica (DHL) no líquido pleural e no soro. Transudatos resultam de desequilíbrios nas pressões hidrostática e oncótica (ex: insuficiência cardíaca, cirrose), enquanto exsudatos são causados por inflamação ou lesão da pleura (ex: infecções, neoplasias). A dosagem de proteínas e DHL no líquido pleural e no soro é, portanto, essencial. Outros parâmetros como glicose, pH, contagem de células e citologia também são importantes para aprofundar a investigação etiológica, mas a classificação inicial depende primariamente de proteínas e DHL. O manejo subsequente depende da causa subjacente identificada e da gravidade do quadro clínico.
Os Critérios de Light classificam o derrame como exsudato se pelo menos um dos seguintes for verdadeiro: relação proteína pleural/sérica > 0,5; relação DHL pleural/sérica > 0,6; ou DHL pleural > 2/3 do limite superior do DHL sérico.
As causas mais comuns de transudato incluem insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática com ascite, síndrome nefrótica e hipoalbuminemia grave, refletindo um desequilíbrio nas pressões hidrostática e oncótica sem inflamação pleural primária.
O exsudato é tipicamente causado por processos inflamatórios ou infecciosos da pleura, como pneumonia (derrame parapneumônico), tuberculose, neoplasias, embolia pulmonar, doenças autoimunes e pancreatite, indicando aumento da permeabilidade capilar.
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