Derrame Pleural em Pneumonia: Quando Realizar Toracocentese

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 40 anos de idade, sexo masculino, compareceu ao pronto-socorro com história de tosse produtiva e expectoração mucopurulenta, de coloração “esverdeada”, dor ventilatória-dependente em hemitórax direito, taquidispneia e febre alta, constante, havia 1 semana. Realizou exame radiográfico de tórax, em incidências posteroanterior e Laurell, com imagem radiopaca de consolidação em lobo pulmonar médio e derrame pleural à direita.Nessa situação, qual é a conduta subsequente adequada para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Tomografia de tórax.
  2. B) Toracocentese à direita.
  3. C) Ultrassonografia de tórax.
  4. D) Exame de escarro com pesquisa de BAAR.

Pérola Clínica

Pneumonia + derrame pleural sintomático → Toracocentese diagnóstica e terapêutica.

Resumo-Chave

A presença de derrame pleural em um paciente com quadro de pneumonia, especialmente com sintomas sistêmicos e dor pleurítica, indica a necessidade de toracocentese. Este procedimento é crucial para diferenciar um derrame parapneumônico simples de um complicado ou empiema, guiando o tratamento adequado.

Contexto Educacional

O derrame pleural é o acúmulo de líquido no espaço pleural, frequentemente associado a infecções pulmonares como a pneumonia. Sua presença pode indicar uma complicação da doença primária e requer avaliação cuidadosa para determinar a etiologia e a necessidade de intervenção. A incidência de derrame pleural em pacientes com pneumonia bacteriana varia, mas é uma complicação comum que exige atenção. O diagnóstico de derrame pleural é feito clinicamente (macicez à percussão, diminuição do frêmito toracovocal e murmúrio vesicular) e confirmado por exames de imagem como a radiografia de tórax (incidência de Laurell é útil para pequenos derrames) ou ultrassonografia. A toracocentese diagnóstica é fundamental para analisar o líquido pleural (pH, glicose, LDH, proteínas, celularidade, cultura) e diferenciar entre derrame parapneumônico simples, complicado ou empiema, guiando a terapia antimicrobiana e a necessidade de drenagem. A conduta para o derrame pleural depende da sua classificação. Derrames parapneumônicos simples geralmente respondem ao tratamento da pneumonia subjacente. No entanto, derrames complicados ou empiemas requerem drenagem (toracocentese de repetição ou dreno torácico) e antibioticoterapia prolongada. O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez do diagnóstico e da intervenção adequada, prevenindo fibrose pleural e encarceramento pulmonar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de um derrame pleural em pneumonia?

Os sinais e sintomas incluem dor ventilatória-dependente (pleurítica), tosse, dispneia, febre e, ao exame físico, macicez à percussão, diminuição do frêmito toracovocal e do murmúrio vesicular no hemitórax afetado.

Quando a toracocentese é indicada em casos de derrame pleural?

A toracocentese é indicada para derrames pleurais de causa desconhecida, derrames sintomáticos ou quando há suspeita de derrame parapneumônico complicado ou empiema, especialmente se o paciente apresenta febre persistente ou piora clínica.

Qual a diferença entre derrame parapneumônico simples e complicado?

O derrame parapneumônico simples resolve com o tratamento da pneumonia, enquanto o complicado apresenta características como pH baixo (<7,20), glicose baixa (<60 mg/dL), LDH elevado e/ou presença de bactérias no líquido pleural, exigindo drenagem.

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