CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Eventualmente pode ocorrer derrame pericárdico como complicação de uma pericardite, sendo esta decorrente de várias etiologias. São características do derrame pericárdico os itens listados abaixo, com EXCEÇÃO de:
Derrame pericárdico: ECG com baixa voltagem QRS e alternância elétrica. Supra ST difuso é de pericardite, não derrame isolado.
O derrame pericárdico pode levar a sinais eletrocardiográficos como baixa voltagem dos complexos QRS e alternância elétrica (variação da amplitude do QRS na mesma derivação), devido ao líquido ao redor do coração. Na radiografia de tórax, um derrame significativo pode causar a imagem de 'coração em moringa'. O supra do segmento ST difuso é uma característica da pericardite aguda, que pode causar o derrame, mas não é um sinal direto do derrame pericárdico em si.
O derrame pericárdico é o acúmulo anormal de líquido no espaço pericárdico, que pode ser uma complicação de diversas etiologias, incluindo pericardite, trauma, neoplasias, doenças autoimunes e insuficiência renal. A quantidade e a velocidade de acúmulo do líquido determinam a gravidade, podendo levar ao tamponamento cardíaco, uma emergência médica. O diagnóstico do derrame pericárdico envolve exame físico, eletrocardiograma (ECG), radiografia de tórax e ecocardiograma. No ECG, achados característicos incluem baixa voltagem dos complexos QRS (devido ao efeito isolante do líquido) e, em casos mais graves, alternância elétrica (variação da amplitude do QRS de batimento para batimento), que reflete o movimento oscilatório do coração dentro do saco pericárdico cheio de líquido. A radiografia de tórax pode mostrar uma silhueta cardíaca aumentada e em formato de 'moringa' ou 'garrafa d'água' em derrames volumosos. É crucial diferenciar os achados do derrame pericárdico dos da pericardite aguda. A pericardite aguda, que pode ser a causa do derrame, tipicamente apresenta supra do segmento ST difuso e concavidade para cima, além de depressão do segmento PR. O derrame pericárdico por si só não causa supra ST difuso, mas sim os sinais de baixa voltagem e alternância elétrica. O ecocardiograma é o método diagnóstico mais sensível e específico para confirmar a presença e avaliar a magnitude do derrame, além de identificar sinais de tamponamento.
Os achados clássicos incluem baixa voltagem dos complexos QRS e alternância elétrica (variação da amplitude do QRS de batimento para batimento na mesma derivação).
Um derrame pericárdico volumoso pode causar um aumento da silhueta cardíaca, que adquire um formato globoso, classicamente descrito como 'coração em moringa' ou 'garrafa d'água'.
A pericardite aguda tipicamente apresenta supra do segmento ST difuso e concavidade para cima. O derrame pericárdico isolado, por sua vez, manifesta-se com baixa voltagem e alternância elétrica, sem o supra ST difuso.
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