Derrame Papilar Mamário: Causas e Frequência Clínica

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022

Enunciado

O derrame papilar mamário tem como causas mais comuns, em ordem crescente de frequência:

Alternativas

  1. A) Carcinoma, papiloma intraductal e ectasia de ductos
  2. B) Papiloma intraductal, carcinoma e ectasia de ductos
  3. C) Alteração fibrocística, carcinoma e papiloma intraductal
  4. D) Ectasia de ductos, alteração fibrocística e papiloma intraductal
  5. E) Ectasia de ductos, alteração fibrocística e carcinoma

Pérola Clínica

Derrame papilar: ectasia ductal > papiloma intraductal > carcinoma (ordem decrescente de frequência).

Resumo-Chave

O derrame papilar é uma queixa comum, e sua investigação é crucial para diferenciar causas benignas das malignas. A ectasia de ductos é a causa mais frequente, seguida pelo papiloma intraductal e, por fim, o carcinoma, que, embora menos comum, é a causa mais preocupante.

Contexto Educacional

O derrame papilar mamário, ou descarga papilar, é a saída de secreção pelo mamilo, sendo uma queixa ginecológica comum que afeta mulheres em diversas faixas etárias. Embora a maioria das causas seja benigna, sua investigação é crucial devido à possibilidade de malignidade. A prevalência de causas benignas é significativamente maior, mas a identificação precoce de um câncer de mama associado é vital para o prognóstico. A fisiopatologia do derrame papilar varia conforme a causa. Na ectasia de ductos, há dilatação e inflamação dos ductos mamários. O papiloma intraductal é uma proliferação benigna de células epiteliais dentro de um ducto. Já o carcinoma ductal in situ ou invasivo representa a proliferação maligna. O diagnóstico envolve anamnese detalhada, exame físico, exames de imagem como mamografia e ultrassonografia, e, frequentemente, a citologia da secreção e ductoscopia ou biópsia para confirmação histopatológica. O tratamento depende da causa subjacente. Para ectasia de ductos, pode ser conservador ou cirúrgico em casos sintomáticos. Papilomas intraductais geralmente requerem excisão cirúrgica devido ao risco de atipias ou coexistência com carcinoma. Em casos de carcinoma, o tratamento é oncológico, envolvendo cirurgia, radioterapia, quimioterapia e/ou terapia hormonal. A vigilância é fundamental para todas as pacientes, especialmente aquelas com fatores de risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta no derrame papilar que sugerem malignidade?

Sinais de alerta incluem derrame unilateral, espontâneo, persistente, sanguinolento ou serossanguinolento, associado a massa palpável e em pacientes acima de 60 anos.

Qual o papel da mamografia e ultrassonografia na investigação do derrame papilar?

Mamografia e ultrassonografia são exames de imagem iniciais para identificar lesões associadas. A mamografia pode detectar microcalcificações e massas, enquanto a ultrassonografia avalia ductos e lesões intraductais.

Como diferenciar as causas benignas das malignas no derrame papilar?

A diferenciação envolve a análise das características clínicas, exames de imagem (mamografia, ultrassonografia, ressonância) e, principalmente, a citologia do líquido e biópsia da lesão suspeita, como o papiloma ou carcinoma.

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