CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
A localização mais frequente do dermoide epibulbar observado em crianças é:
Dermoide epibulbar = Coristoma congênito → Localização mais comum: quadrante inferolateral (limbo).
O dermoide epibulbar é um coristoma que ocorre tipicamente no limbo esclerocorneano temporal inferior, podendo estar associado a malformações sistêmicas.
Dermoides epibulbares são os tumores conjuntivais mais comuns na infância. Embora benignos, seu crescimento pode invadir o eixo visual ou induzir astigmatismo corneano significativo, levando à ambliopia. O manejo clínico envolve a correção do erro refrativo e, em casos selecionados, a excisão cirúrgica (ceratectomia superficial) com ou sem transplante lamelar de córnea. É crucial que o pediatra e o oftalmologista realizem uma triagem para malformações dos arcos branquiais ao identificar um dermoide, pois a presença de múltiplos dermoides ou dermolipomas aumenta consideravelmente a probabilidade de síndromes genéticas associadas, exigindo avaliação sistêmica completa.
A localização clássica e mais frequente do dermoide epibulbar é no limbo esclerocorneano, especificamente no quadrante inferolateral (ou temporal inferior). Ele se apresenta como uma massa esbranquiçada ou amarelada, sólida, que pode conter folículos pilosos ou glândulas sebáceas em sua superfície.
Um coristoma é um tumor benigno congênito formado por tecidos normais que estão presentes em uma localização anatômica anormal. No caso do dermoide epibulbar, encontramos elementos como derme, epiderme, gordura e cartilagem sobre a superfície ocular (córnea ou esclera).
A associação mais importante é com a Síndrome de Goldenhar (displasia oculoauliculovertebral). Nestes casos, além do dermoide epibulbar, o paciente pode apresentar apêndices pré-auriculares, fístulas pré-auriculares, hipoplasia mandibular e malformações das vértebras cervicais.
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