Eczema de Contato Ocupacional: Manejo e Afastamento

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Um paciente com 32 anos, enfermeiro em hospital de referência em urgência e emergência, queixa-se de eritema, descamação e pápulas na face, principalmente na região malar. Ele relata ter percebido que esse quadro clínico, compatível com eczema de contato na face, manifestou-se após o uso constante de certo tipo de máscara de proteção. Apesar do risco de contágio pelo novo Covid-19 já ter diminuído, os profissionais da área de saúde continuam a usar com frequência seus equipamentos de proteção individual, entre eles, as máscaras N95.Considerando-se a situação descrita, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) Os medicamentos tópicos, como pomadas compostas por corticoide e antibiótico, são de prescrição obrigatória na condução clínica desse paciente.
  2. B) Os testes epicutâneos constituem ferramenta diagnóstica confirmativa, podendo ser utilizados amplamente na Atenção Primária à Saúde.
  3. C) O afastamento, temporário ou permanente, desse trabalhador deve ser avaliado, a partir da confirmação ou suspeita de doença relacionada ao trabalho.
  4. D) O diagnóstico de dermatose ocupacional, frequente entre profissionais dessa área, possui prevalência real registrada elevada, existindo baixa prevalência de sub-registros depois das notificações realizadas na Atenção Primária à Saúde.

Pérola Clínica

Suspeita de dermatose ocupacional → avaliar afastamento temporário/permanente para evitar exposição e agravamento.

Resumo-Chave

Em casos de dermatose ocupacional, como o eczema de contato causado pelo uso de EPI, a principal medida para controle e prevenção do agravamento é a interrupção do contato com o agente agressor. Isso pode implicar em afastamento temporário ou permanente do trabalhador da função ou adaptação do ambiente/equipamento.

Contexto Educacional

Dermatoses ocupacionais são condições cutâneas causadas ou agravadas pelo ambiente de trabalho. O eczema de contato, seja irritativo ou alérgico, é uma das mais frequentes, especialmente em profissionais de saúde devido ao uso constante de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras N95, e exposição a substâncias químicas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição e nas características das lesões (eritema, descamação, pápulas, vesículas). A localização das lesões, como na face devido à máscara, é um forte indicativo da relação com o trabalho. A identificação do agente causador é fundamental para o manejo. A conduta mais importante é a eliminação ou redução do contato com o agente agressor. Isso pode envolver o uso de EPIs alternativos, modificação de tarefas ou, se necessário, o afastamento temporário ou permanente do trabalhador da função. O tratamento medicamentoso (corticoides tópicos) é adjuvante para aliviar os sintomas, mas não resolve a causa subjacente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para dermatite de contato em profissionais de saúde?

Profissionais de saúde estão expostos a diversos irritantes e alérgenos, como luvas de látex, desinfetantes, sabonetes, e o uso prolongado de EPIs como máscaras, que podem causar dermatite de contato irritativa ou alérgica.

Qual a importância do afastamento do agente causador em casos de dermatose ocupacional?

O afastamento do agente causador é crucial para a resolução do quadro e prevenção de recorrências e cronicidade da dermatose ocupacional, sendo uma medida fundamental na saúde do trabalhador.

Como diferenciar eczema de contato irritativo de alérgico?

O eczema de contato irritativo é mais comum, ocorre por dano direto à pele e pode surgir no primeiro contato. O alérgico é uma reação de hipersensibilidade tipo IV, requer sensibilização prévia e pode se manifestar em áreas distantes do contato. Testes epicutâneos auxiliam no diagnóstico do alérgico.

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