PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Mulher de 42 anos queixa-se de fraqueza e dor proximal nos membros superiores e inferiores há duas semanas. Apresenta astenia, dor, edema e vermelhidão nas articulações das mãos e rigidez matinal de 40 minutos. Ao exame físico, apresenta pápulas arroxeadas na face dorsal das articulações metacarpofalangeanas e interfalangeanas das mãos. A face apresenta eritema malar envolvendo as sulcos nasolabiais. Exames de laboratório: Hg 10,5g/dL; leucócitos 6.540/mm³; neutrófilos 3.450/mm³; linfócitos 1.340/mm³; plaquetas 169.000/mm³; CPK 540U/L; FAN reagente 1/320 (padrão citoplasmático pontilhado fino); fator reumatoide não reagente; anti-SSA não reagente; anti-DNA não reagente; anti-Sm não reagente; anti-RNP não reagente. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico MAIS PROVÁVEL nesse caso:
Fraqueza proximal + pápulas de Gottron + eritema malar + CPK ↑ = Dermatomiosite.
O quadro clínico de fraqueza e dor muscular proximal, associado a achados cutâneos típicos como pápulas de Gottron (nas articulações das mãos) e eritema malar (envolvendo sulcos nasolabiais), além de CPK elevada, é altamente sugestivo de Dermatomiosite. O FAN positivo com padrão citoplasmático pontilhado fino pode ser encontrado, mas não é específico.
A Dermatomiosite é uma miopatia inflamatória idiopática caracterizada por inflamação muscular e manifestações cutâneas típicas. É uma doença autoimune rara que afeta principalmente a pele e os músculos, mas pode envolver outros órgãos. O diagnóstico precoce é crucial devido ao risco de associação com neoplasias malignas, especialmente em pacientes mais velhos. O quadro clínico clássico inclui fraqueza muscular proximal e simétrica, que se manifesta como dificuldade para levantar os braços acima da cabeça, subir escadas ou levantar-se de uma cadeira. As manifestações cutâneas são patognomônicas e incluem as pápulas de Gottron (pápulas eritemato-violáceas sobre as articulações metacarpofalangeanas e interfalangeanas), o sinal de Gottron (eritema sobre as superfícies extensoras das articulações) e o eritema heliotrópico (eritema violáceo nas pálpebras). O eritema malar, que pode poupar ou envolver os sulcos nasolabiais, também é comum. Laboratorialmente, a elevação das enzimas musculares, como a creatinofosfoquinase (CPK), é um achado chave. O fator antinúcleo (FAN) pode ser positivo, mas não é específico. A presença de autoanticorpos específicos para miosite (ex: anti-Mi-2, anti-Jo-1) auxilia no diagnóstico e na classificação. O tratamento envolve corticosteroides, imunossupressores e, em alguns casos, imunoglobulina intravenosa. A diferenciação de outras doenças autoimunes, como o Lúpus, é fundamental e baseia-se na combinação dos achados clínicos e laboratoriais.
As manifestações cutâneas incluem pápulas de Gottron (pápulas eritemato-violáceas nas articulações), eritema heliotrópico (eritema violáceo nas pálpebras) e eritema malar que pode envolver os sulcos nasolabiais.
A fraqueza muscular é tipicamente proximal e simétrica, afetando principalmente os músculos da cintura escapular e pélvica, dificultando atividades como levantar os braços ou subir escadas.
A elevação de enzimas musculares (CPK, DHL, TGO, TGP) é comum. Autoanticorpos como anti-Jo-1, anti-Mi-2 e anti-MDA5 são específicos, embora o FAN possa ser positivo com padrões variados.
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