SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
Mulher de 43 anos, queixando-se de dificuldade em pentear os cabelos, subir escadas e disfagia. Clinicamente, apresentava eritema róseo-violáceo nas pálpebras, região malar, fronte e têmporas com edema periorbitário. Nas mãos, apresentava placas eritematosas sobre as articulações interfalangeanas e máculas eritemato-violáceas na região do V do decote. Os exames laboratoriais demonstravam aumento dos níveis séricos de creatinofosfocina-se, aldolase, transaminases (ALT, AST) e desidrogenase láctica.Nesse caso, o diagnóstico da paciente é:
Dermatomiosite → fraqueza muscular proximal + pápulas de Gottron + sinal do heliotrópio + enzimas musculares ↑.
A dermatomiosite é uma miopatia inflamatória idiopática caracterizada por fraqueza muscular proximal simétrica e manifestações cutâneas patognomônicas, como as pápulas de Gottron e o sinal do heliotrópio. A elevação de enzimas musculares séricas é um achado laboratorial comum.
A dermatomiosite é uma miopatia inflamatória idiopática sistêmica que afeta principalmente a pele e os músculos esqueléticos. É uma condição rara, mas importante no contexto da reumatologia, com pico de incidência entre 40 e 60 anos, e também pode ocorrer na infância. O reconhecimento precoce é crucial devido à associação com malignidades e à necessidade de tratamento imunossupressor. O diagnóstico é baseado na combinação de achados clínicos, laboratoriais e histopatológicos. Clinicamente, a fraqueza muscular proximal e simétrica é um achado chave, manifestando-se como dificuldade em atividades diárias. As manifestações cutâneas são patognomônicas e incluem as pápulas de Gottron, o sinal do heliotrópio e o eritema em "V" do decote ou em "xale". Laboratorialmente, há elevação de enzimas musculares como CPK, aldolase, LDH e transaminases. O tratamento da dermatomiosite visa controlar a inflamação muscular e cutânea, prevenir danos orgânicos e melhorar a qualidade de vida. Corticosteroides são a terapia de primeira linha, frequentemente combinados com imunossupressores poupadores de corticoides como metotrexato ou azatioprina. A fisioterapia é fundamental para manter a força e a função muscular. O prognóstico varia, mas a vigilância para malignidades associadas é essencial.
Os sinais cutâneos clássicos incluem as pápulas de Gottron (placas eritematosas sobre as articulações interfalangeanas), o sinal do heliotrópio (eritema róseo-violáceo nas pálpebras com edema periorbitário) e o eritema em V do decote.
A elevação de enzimas musculares séricas como creatinofosfocina-se (CPK), aldolase, transaminases (ALT, AST) e desidrogenase láctica (LDH) é comum e indica dano muscular.
A fraqueza muscular na dermatomiosite é tipicamente proximal e simétrica, afetando músculos dos ombros e quadris, o que dificulta atividades como pentear os cabelos, subir escadas ou levantar-se de uma cadeira.
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