SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
Leia o caso clínico a seguir.Mulher, 36 anos, queixou-se de mal-estar e perda de energia, além de dificuldade de pentear os cabelos e levantar-se de uma posição sentada. Ao exame físico apresentava eritema-edema de cor violáceo na região periorbitária, pápulas violáceas na região dorsal das articulações interfalangeanas e máculas eritematosas violáceas nos cotovelos.Considerando todo o quadro clínico, podemos considerar como hipótese diagnóstica
Fraqueza muscular proximal + Pápulas de Gottron + Sinal do Heliótropo = Dermatomiosite.
O quadro clínico de fraqueza muscular proximal (dificuldade de pentear cabelos e levantar-se) associado a achados cutâneos clássicos como o sinal do heliótropo (eritema-edema violáceo periorbitário) e as pápulas de Gottron (pápulas violáceas nas articulações interfalangeanas) é altamente sugestivo de dermatomiosite, uma miopatia inflamatória idiopática.
A dermatomiosite é uma miopatia inflamatória idiopática sistêmica rara, caracterizada por inflamação muscular e cutânea. Afeta predominantemente mulheres e pode ocorrer em qualquer idade, com picos na infância e entre 40-60 anos. É crucial reconhecê-la devido ao risco de malignidade associada e à necessidade de tratamento imunossupressor. A fisiopatologia envolve uma vasculopatia mediada por complemento que afeta os vasos sanguíneos musculares e cutâneos. O diagnóstico é baseado na tríade de fraqueza muscular proximal simétrica, elevação de enzimas musculares e achados cutâneos patognomônicos. Os sinais cutâneos incluem o sinal do heliótropo (eritema violáceo nas pálpebras), pápulas de Gottron (pápulas violáceas sobre as articulações interfalangeanas, metacarpofalangeanas e cotovelos) e o sinal do xale (eritema no pescoço e ombros). O tratamento visa controlar a inflamação e melhorar a força muscular, geralmente com corticosteroides em altas doses, seguidos por imunossupressores como metotrexato ou azatioprina. O prognóstico varia, mas o reconhecimento precoce e a terapia agressiva podem melhorar significativamente os resultados, embora a doença possa ser crônica e associada a complicações como doença pulmonar intersticial e malignidades.
As manifestações incluem fraqueza muscular proximal e simétrica, que pode causar dificuldade em atividades como pentear os cabelos ou levantar-se, e achados cutâneos característicos como o sinal do heliótropo (eritema violáceo periorbitário) e as pápulas de Gottron (pápulas violáceas sobre as articulações interfalangeanas).
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas musculares e cutâneos, e confirmado por exames laboratoriais (elevação de enzimas musculares como CPK, aldolase), eletroneuromiografia, biópsia muscular e pesquisa de autoanticorpos específicos (ex: anti-Jo-1, anti-Mi-2).
Os diferenciais incluem outras miopatias inflamatórias (polimiosite, miosite por corpúsculos de inclusão), lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica, miopatias induzidas por drogas, distrofias musculares e infecções virais. A combinação de fraqueza e lesões cutâneas específicas ajuda a diferenciar.
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