CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Com relação à dermatoceratoconjuntivite atópica, é correto afirmar:
Dermatoceratoconjuntivite atópica (AKC) → Adultos + Hipertrofia papilar predominante no tarso INFERIOR.
A dermatoceratoconjuntivite atópica (AKC) é uma forma grave de alergia ocular associada à dermatite atópica. Diferente da forma vernal (VKC), que afeta mais crianças e o tarso superior, a AKC é mais comum em adultos e apresenta hipertrofia papilar mais proeminente na conjuntiva palpebral inferior.
A dermatoceratoconjuntivite atópica (AKC) representa o espectro mais grave das doenças alérgicas oculares. Fisiopatologicamente, envolve reações de hipersensibilidade tipo I e IV, resultando em inflamação crônica da superfície ocular. O diagnóstico é clínico, baseado na história de atopia sistêmica e nos achados de biomicroscopia. A presença de hipertrofia papilar inferior, eczema palpebral e sinais de remodelação conjuntival (como encurtamento de fórnice) direcionam o diagnóstico. O tratamento é desafiador, frequentemente exigindo imunomoduladores tópicos (ciclosporina ou tacrolimus) e controle rigoroso da doença sistêmica.
A principal diferença reside na faixa etária e na localização das papilas. A Ceratoconjuntivite Vernal (VKC) acomete tipicamente crianças e adolescentes do sexo masculino, com papilas gigantes no tarso superior. Já a Dermatoceratoconjuntivite Atópica (AKC) é uma condição crônica que geralmente surge na idade adulta (20-50 anos), associada à dermatite atópica sistêmica, e apresenta papilas menores, porém mais proeminentes na conjuntiva palpebral inferior.
As fossetas de Herbert são pequenas depressões cicatriciais na região do limbo, resultantes da resolução de nódulos de Trantas. Elas são sinais patognomônicos de tracoma cicatricial ou formas graves de ceratoconjuntivite vernal limbar, e não são achados típicos da dermatoceratoconjuntivite atópica pura.
Diferente da conjuntivite vernal, que tende a regredir espontaneamente após a puberdade, a dermatoceratoconjuntivite atópica é uma doença crônica e persistente. Ela não costuma melhorar com o aumento da idade; pelo contrário, pode levar a complicações graves como simbléfaro, ceratocone, catarata subcapsular e vascularização corneana se não for manejada adequadamente ao longo da vida.
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