Dermatite Vulvar: Sinais Clínicos e Diagnóstico

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2023

Enunciado

Marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Secreção vaginal anormal pode ser agrupada em três grandes categorias: mucorreia, vulvovaginites e cervicites.
  2. B) As vulvovaginites podem estar associadas a infecções da vagina, do colo do útero ou do trato genital superior, assim como à exposição a agentes químicos ou irritantes, a alterações hormonais e, em alguns casos, a doenças sistêmicas.
  3. C) Prurido vulvar pode se manifestar isoladamente, porém, quando associado a outros sintomas crônicos, como queimação, dor ou irritação, chama-se vulvodínia.
  4. D) A dermatite vulvar pode ser causada por alérgenos de produtos de higiene, roupas, medicamentos ou após episódio de candidíase. Não se apresenta com prurido, edema, eritema, liquenificação e fissuras.

Pérola Clínica

Dermatite vulvar → prurido, edema, eritema, liquenificação e fissuras são manifestações comuns.

Resumo-Chave

A alternativa D está incorreta porque a dermatite vulvar, seja por contato ou irritativa, classicamente se manifesta com sinais inflamatórios como prurido, edema, eritema, e em casos crônicos, liquenificação e fissuras. É fundamental reconhecer esses sinais para o diagnóstico e manejo adequados.

Contexto Educacional

A secreção vaginal anormal é uma queixa ginecológica comum, podendo ser categorizada em mucorreia, vulvovaginites e cervicites. As vulvovaginites, em particular, podem ter etiologias infecciosas, irritativas, hormonais ou sistêmicas, impactando significativamente a qualidade de vida da mulher. O prurido vulvar, quando crônico e associado a outros sintomas como queimação e dor, é classificado como vulvodínia, uma condição complexa e muitas vezes desafiadora de diagnosticar e tratar. A dermatite vulvar representa uma inflamação da pele da vulva, frequentemente desencadeada por contato com alérgenos ou irritantes, ou como sequela de infecções. O diagnóstico baseia-se na anamnese detalhada e no exame físico, que revela sinais clássicos de inflamação cutânea. É crucial diferenciar a dermatite de outras condições vulvovaginais para instituir o tratamento correto. O manejo da dermatite vulvar envolve a identificação e remoção do agente causal, uso de corticosteroides tópicos para controlar a inflamação e medidas de suporte para aliviar o prurido e a irritação. A educação da paciente sobre higiene íntima adequada e a escolha de produtos hipoalergênicos são fundamentais para prevenir recorrências e melhorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da dermatite vulvar?

A dermatite vulvar manifesta-se com prurido intenso, edema, eritema, e em casos crônicos, pode evoluir para liquenificação e fissuras na pele da vulva.

Quais são as causas comuns de dermatite vulvar?

As causas incluem exposição a alérgenos (produtos de higiene, roupas), irritantes químicos, medicamentos tópicos e infecções prévias como candidíase, que podem sensibilizar a pele.

Como diferenciar vulvovaginite de dermatite vulvar?

Vulvovaginites geralmente apresentam corrimento vaginal anormal e inflamação da mucosa vaginal, enquanto a dermatite vulvar foca na inflamação da pele externa da vulva, com sinais cutâneos específicos.

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