Dermatite Seborreica do Lactente: Etiologia e Diagnóstico

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026

Enunciado

Lactente com um mês de vida apresenta placas eritematodescamativas arredondadas, com crostas amareladas aderidas a uma base eritematosa em região retroauricular, pescoço, períneo e couro cabeludo. Bom estado geral, sem sinais de desconforto ou presença de febre. Qual o agente etiológico mais provável do caso?

Alternativas

  1. A) Malassezia.
  2. B) Autoimunidade.
  3. C) Staphylococcus aureus.
  4. D) Streptococcus do grupo A.
  5. E) Staphylococcus epidermidis.

Pérola Clínica

Crostas lácteas + bom estado geral + áreas de dobras = Dermatite Seborreica (Malassezia).

Resumo-Chave

A dermatite seborreica do lactente é uma condição benigna e autolimitada, associada ao fungo Malassezia, diferenciando-se da dermatite atópica pela ausência de prurido intenso.

Contexto Educacional

A dermatite seborreica infantil é uma das dermatoses mais frequentes nos primeiros meses de vida. Caracteriza-se por placas eritematosas cobertas por escamas gordurosas amareladas, localizadas preferencialmente no couro cabeludo, face e áreas de dobras (pescoço, axilas e região inguinal). Diferente da forma adulta, a forma infantil é geralmente autolimitada e resolve-se espontaneamente até o primeiro ano de vida. A fisiopatologia envolve a interação entre a produção de sebo, a colonização por Malassezia e a resposta imune do hospedeiro. O reconhecimento clínico correto é vital para evitar tratamentos agressivos desnecessários e para tranquilizar os cuidadores quanto à natureza benigna e transitória do quadro, que não costuma causar desconforto ao lactente.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa da dermatite seborreica no lactente?

A etiologia exata é multifatorial, mas está fortemente associada à proliferação de fungos do gênero Malassezia (especialmente M. furfur) em áreas com alta produção sebácea. Acredita-se que o estímulo hormonal materno residual aumente a atividade das glândulas sebáceas no recém-nascido, criando um ambiente lipofílico propício para o fungo e a resposta inflamatória subsequente.

Como diferenciar dermatite seborreica de dermatite atópica no bebê?

A dermatite seborreica costuma surgir no primeiro mês de vida, apresenta crostas gordurosas/amareladas, atinge o couro cabeludo (crosta láctea) e dobras, e o bebê mantém bom estado geral sem prurido. Já a dermatite atópica surge geralmente após o 3º mês, poupa a região das fraldas, causa prurido intenso, irritabilidade e tem caráter crônico e recidivante.

Qual o tratamento recomendado para a crosta láctea?

Na maioria dos casos, a conduta é conservadora, com uso de óleos minerais ou vegetais para amolecer as crostas antes do banho, seguido de remoção suave com escova macia. Em casos extensos ou muito inflamatórios, podem ser indicados corticoides de baixa potência por curto período ou antifúngicos tópicos (como cetoconazol), sempre sob supervisão médica.

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