Dermatite Seborreica Infantil: Sinais e Manejo Clínico

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Um lactente com 30 dias de vida apresentou, há 3 dias, lesões na cabeça, com escamas gordurosas, espessas e aderentes, semelhantes a uma crosta láctea. As lesões se estendiam para a região retroauricular e a área das sobrancelhas. Seguindo orientação da pediatra, a mãe aplicou óleo de uva nas lesões uma hora antes do banho para a retirada das crostas.Considerando-se o quadro apresentado, são características dessa dermatose

Alternativas

  1. A) exudação e vesículas.
  2. B) liquenificação e eritema.
  3. C) descamação e aumento da IgE sérica.
  4. D) ausência de prurido e ausência de eosinofilia.

Pérola Clínica

Dermatite seborreica infantil (crosta láctea) → lesões gordurosas, escamosas, sem prurido e sem eosinofilia.

Resumo-Chave

A dermatite seborreica infantil, ou crosta láctea, é uma condição benigna comum em lactentes, caracterizada por escamas amareladas e gordurosas no couro cabeludo, sobrancelhas e região retroauricular. Diferencia-se da dermatite atópica pela ausência de prurido significativo e de elevação da IgE ou eosinofilia.

Contexto Educacional

A dermatite seborreica infantil, conhecida como crosta láctea quando afeta o couro cabeludo, é uma condição cutânea benigna e autolimitada, muito comum em lactentes nos primeiros meses de vida. Sua etiologia não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva a atividade das glândulas sebáceas estimuladas por hormônios maternos residuais e, possivelmente, a presença do fungo Malassezia. É importante que residentes e estudantes de medicina saibam reconhecer essa condição para tranquilizar os pais e indicar o tratamento adequado. O diagnóstico é clínico, baseado na aparência das lesões: escamas gordurosas, espessas e aderentes, com eritema subjacente, localizadas no couro cabeludo, sobrancelhas, região retroauricular e, ocasionalmente, em dobras cutâneas. A ausência de prurido intenso é uma característica distintiva que ajuda a diferenciá-la de outras dermatoses infantis, como a dermatite atópica. Exames laboratoriais, como dosagem de IgE sérica ou eosinofilia, não são indicados para o diagnóstico de dermatite seborreica, pois não estão alterados. O tratamento visa a remoção das crostas e o controle da oleosidade. Consiste na aplicação de óleos emolientes (ex: óleo mineral, óleo de amêndoas, óleo de uva) para amolecer as escamas, seguidos de lavagem suave com shampoo neutro e escovação delicada. Em casos mais persistentes ou inflamatórios, o pediatra pode indicar shampoos com antifúngicos leves ou corticosteroides tópicos de baixa potência. O prognóstico é excelente, com resolução espontânea na maioria dos casos em algumas semanas ou meses.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da dermatite seborreica infantil?

A dermatite seborreica infantil manifesta-se com lesões eritematosas cobertas por escamas amareladas e gordurosas, frequentemente no couro cabeludo (crosta láctea), sobrancelhas, região retroauricular e dobras cutâneas. Geralmente, não causa prurido significativo.

Como diferenciar a dermatite seborreica da dermatite atópica em lactentes?

A principal diferença é o prurido: a dermatite seborreica é tipicamente assintomática ou levemente pruriginosa, enquanto a dermatite atópica causa prurido intenso. Além disso, a atópica está associada a histórico familiar de atopia e pode ter IgE sérica e eosinofilia elevadas, o que não ocorre na seborreica.

Qual a conduta inicial para a crosta láctea em lactentes?

O tratamento inicial envolve a aplicação de óleos emolientes (como óleo de uva ou mineral) nas lesões por cerca de uma hora antes do banho, para amolecer as crostas, facilitando sua remoção suave com escova macia ou pente fino durante a lavagem com shampoo neutro.

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