UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Paciente masculino, 39 anos, com diagnóstico de síndrome da imunodeficiência humana (CD 4+=110/microlitro) vai à consulta médica com queixas dermatológicas. Ao exame clínico, o médico observa exantema descamativo, de cor amarelada, crostoso, pruriginoso no nariz e em região circular ao mesmo, sem outras lesões dérmicas em quaisquer regiões do corpo. O diagnóstico mais provável desse paciente é:
HIV com CD4 baixo + lesões descamativas amareladas no nariz → Dermatite seborreica grave.
A dermatite seborreica é uma manifestação cutânea comum e frequentemente mais grave em pacientes com HIV e imunodeficiência avançada (CD4 baixo), caracterizada por lesões eritemato-descamativas e crostosas, especialmente na face e couro cabeludo.
A dermatite seborreica é uma das dermatoses mais comuns em pacientes com infecção pelo HIV, e sua gravidade está diretamente relacionada ao grau de imunodeficiência, sendo mais exuberante em indivíduos com contagem de CD4 mais baixa. É um importante marcador clínico da progressão da doença, e seu reconhecimento é fundamental para residentes. A fisiopatologia da dermatite seborreica em pacientes com HIV envolve uma resposta inflamatória exacerbada à levedura *Malassezia*, que faz parte da flora cutânea normal. A imunodeficiência compromete a capacidade do hospedeiro de controlar a proliferação fúngica e a resposta inflamatória. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nas lesões típicas eritemato-descamativas, amareladas e crostosas, com prurido, localizadas em áreas ricas em glândulas sebáceas, como face (sulcos nasogenianos, glabela, sobrancelhas), couro cabeludo e tórax. O tratamento visa controlar a inflamação e a proliferação fúngica, utilizando antifúngicos tópicos (como cetoconazol) e corticoides tópicos de baixa potência. Em casos graves, pode-se considerar antifúngicos orais. O prognóstico é de uma condição crônica e recorrente, mas controlável com tratamento adequado e, idealmente, com o controle da replicação viral do HIV através da terapia antirretroviral (TARV), que pode levar à melhora das lesões cutâneas. É crucial estar atento aos diagnósticos diferenciais para evitar erros de manejo.
Em pacientes com HIV, a dermatite seborreica tende a ser mais extensa e grave, apresentando-se como exantema eritemato-descamativo, amarelado e crostoso, com prurido, principalmente em áreas seborreicas como face (nariz, sobrancelhas), couro cabeludo e tórax.
A gravidade da dermatite seborreica em pacientes com HIV e CD4 baixo está relacionada à imunodeficiência, que permite a proliferação descontrolada do fungo *Malassezia*, um fator etiológico importante na patogênese da doença.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem psoríase, tinea facial, rosácea, lúpus eritematoso cutâneo e, em casos mais graves, outras infecções oportunistas cutâneas. A biópsia pode ser necessária em casos atípicos.
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