UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Homem, 22 anos de idade, com diabete melito insulinodependente, apresenta pápulas e vesículas muito pruriginosas e recorrentes nos cotovelos, joelhos e nádegas. Realizada biópsia de uma vesícula que revelou clivagem subepidérmica com microabscessos neutrofílicos nas papilas dérmicas. A imunofluorescência direta de pele perilesional evidenciou depósito granular de IgA no topo das papilas dérmicas. Considerando o diagnóstico mais provável, qual é o tratamento de escolha?
Dermatite herpetiforme = IgA granular em papilas dérmicas + Dieta sem glúten + Dapsona.
A dermatite herpetiforme é a manifestação cutânea da sensibilidade ao glúten. O tratamento padrão combina dieta restritiva e dapsona.
A dermatite herpetiforme é uma doença bolhosa autoimune crônica, fortemente associada à doença celíaca e ao HLA-DQ2/DQ8. Clinicamente, apresenta-se com pápulas e vesículas intensamente pruriginosas em superfícies extensoras (cotovelos, joelhos) e nádegas. A histopatologia revela microabscessos neutrofílicos nas papilas dérmicas e clivagem subepidérmica. O tratamento de escolha é a dieta isenta de glúten por toda a vida, que trata a enteropatia e a pele a longo prazo, associada à dapsona para controle sintomático imediato. Antes de iniciar dapsona, deve-se rastrear a deficiência de G6PD pelo risco de hemólise.
O achado característico é o depósito granular de IgA no topo das papilas dérmicas da pele perilesional. Isso confirma o diagnóstico de dermatite herpetiforme.
A dieta isenta de glúten demora meses para controlar as lesões cutâneas. A dapsona oferece alívio dramático do prurido e das vesículas em 24 a 48 horas, sendo essencial na fase aguda.
Praticamente todos os pacientes com dermatite herpetiforme possuem algum grau de enteropatia sensível ao glúten, embora muitos sejam assintomáticos do ponto de vista gastrointestinal.
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