FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Lactente com 9 meses, apresenta lesão eritematosa, com pequenas pústulas e áreas de descamação em períneo, sem poupar dobras. Segundo a mãe, as lesões surgiram há mais ou menos 1 semana e a criança chora muito durante a limpeza da região. Qual o melhor tratamento para esse paciente:
Dermatite que não poupa dobras + pústulas satélites = Candidíase → Nistatina + Creme de barreira.
A candidíase das fraldas envolve as pregas cutâneas e apresenta lesões satélites. O tratamento requer antifúngico tópico e proteção da barreira cutânea.
A dermatite de fraldas é a dermatose mais comum na infância. A forma candidiásica ocorre pela proliferação de Candida albicans, favorecida pelo ambiente quente, úmido e macerado sob a fralda. A quebra da barreira cutânea pela umidade e pelo pH alcalino facilita a invasão fúngica. O manejo clínico baseia-se na tríade: antifúngico tópico (nistatina), creme de barreira e higiene adequada. A limpeza deve ser feita com água morna e algodão, evitando lenços umedecidos com álcool ou fragrâncias. Casos refratários devem levantar a suspeita de imunodeficiências ou dermatite seborreica associada.
A dermatite irritativa (amoniacal) geralmente poupa as pregas cutâneas, pois o contato com a urina e fezes é menor nessas áreas. Já a candidíase das fraldas caracteriza-se por eritema vivo que atinge as profundezas das dobras inguinais e apresenta pústulas ou pápulas satélites ao redor da lesão principal. A presença de monilíase oral (sapinho) concomitante reforça o diagnóstico de candidíase.
O creme de barreira (geralmente à base de óxido de zinco) é essencial para proteger a pele inflamada contra novos insultos da umidade, urina e enzimas fecais. Ele deve ser aplicado em camada espessa sobre o antifúngico (como a nistatina). A orientação é não remover completamente o creme em cada troca de fralda para evitar trauma por fricção na pele já sensibilizada.
O tratamento tópico com nistatina ou outros antifúngicos (como miconazol ou clotrimazol) deve ser mantido por cerca de 7 a 14 dias. É comum recomendar a manutenção por 2 a 3 dias após o desaparecimento completo das lesões para garantir a erradicação fúngica e prevenir recidivas precoces, associado a períodos de 'fralda livre' para ventilação da área.
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