HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
A dermatite de fraldas é a forma mais frequente de dermatite de contato por irritante primário na criança. Estima-se que até os 2 anos de vida 25% das crianças apresentarão esta dermatose. Analise as afirmativas abaixo. I. A lesão cutânea na dermatite de fraldas é determinada por processo inflamatório na pele coberta pela fralda e resulta da interação de múltiplos fatores como: o aumento da umidade, pH elevado, enzimas fecais e micro organismos que se desenvolvem pela condição ideal proporcionada pela oclusão. II. A irritação pela limpeza e principalmente pela utilização de lenços úmidos contendo álcool ou sabões com pH alcalino irão quebrar a função de barreira cutânea o que permite que a lesão se estabeleça. III. As lesões são caracterizadas por eritema que poupa as pregas, e acomete as áreas que estão em contato com as substâncias que promovem o dano à pele da região, dando uma configuração clínica que lembra a letra ''W''. A manifestação clínica pode ser leve, moderada e grave. IV. O tratamento deve ser feito com a troca de fraldas com maior frequência que a habitual, limpeza suave da região, exposição da pele ao ar e aplicação de cremes de barreira. Quais estão corretas?
Dermatite de fraldas = inflamação por umidade, pH elevado, enzimas fecais e oclusão, com lesões que poupam pregas e tratamento foca em higiene e barreira.
A dermatite de fraldas é uma dermatite de contato irritativa multifatorial, comum em bebês. Sua fisiopatologia envolve umidade, pH alcalino, enzimas fecais e oclusão, resultando em eritema que tipicamente poupa as pregas cutâneas. O tratamento é baseado em medidas de higiene e uso de cremes de barreira.
A dermatite de fraldas é uma das dermatoses mais frequentes na infância, afetando uma parcela significativa de crianças até os dois anos de idade. Caracteriza-se como uma dermatite de contato por irritante primário, resultante da interação complexa de múltiplos fatores na pele coberta pela fralda. A oclusão da fralda leva ao aumento da umidade e da temperatura, que, combinados com o pH elevado da urina e a ação de enzimas fecais (lipases e proteases), danificam a barreira cutânea. A irritação é exacerbada por produtos de limpeza inadequados, como lenços úmidos com álcool ou sabões alcalinos, que comprometem ainda mais a integridade da pele. Clinicamente, as lesões são caracterizadas por eritema e, em casos mais graves, pápulas, vesículas e erosões, que tipicamente poupam as pregas cutâneas, formando um padrão em 'W' ou 'borboleta', diferenciando-a de infecções fúngicas como a candidíase. O tratamento e a prevenção são baseados em medidas simples, mas eficazes: troca frequente de fraldas para manter a pele seca, limpeza suave da região com água e algodão ou lenços sem álcool e pH neutro, exposição da pele ao ar sempre que possível e aplicação regular de cremes de barreira contendo óxido de zinco ou petrolatum. Em casos de superinfecção fúngica (Candida albicans), que geralmente acomete as pregas e apresenta lesões satélites, é necessário adicionar antifúngicos tópicos.
A dermatite de fraldas é causada pela interação de múltiplos fatores, incluindo o aumento da umidade na região da fralda, pH elevado da pele devido à urina, ação de enzimas fecais, oclusão e atrito, e irritação por produtos de limpeza inadequados.
A dermatite de fraldas irritativa tipicamente poupa as pregas cutâneas, apresentando eritema nas áreas de contato com a fralda. Já a candidíase de fraldas, causada por Candida albicans, geralmente acomete as pregas e apresenta lesões satélites (pápulas e pústulas eritematosas ao redor da lesão principal).
O tratamento e a prevenção incluem troca frequente de fraldas, limpeza suave da região com água e algodão ou lenços sem álcool, exposição da pele ao ar e aplicação de cremes de barreira à base de óxido de zinco ou petrolatum. Em casos de candidíase, antifúngicos tópicos são necessários.
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