SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2020
Maria, 29 anos, leva seu filho Carlos, 2 meses, que apresenta lesão hiperemiada moderada em região inguinal bilateral há 2 dias. Ao examinar a criança, a Dra. Sara faz o diagnóstico de dermatite de fraldas. A melhor conduta é:
Dermatite de fraldas → higiene rigorosa e troca frequente de fraldas para prevenir irritação e infecção secundária.
A dermatite de fraldas é uma dermatose inflamatória comum na infância, causada principalmente pelo contato prolongado da pele com urina e fezes. A conduta inicial e mais eficaz foca na prevenção e redução da irritação, sendo a troca frequente de fraldas e a higiene adequada medidas essenciais.
A dermatite de fraldas é uma condição inflamatória cutânea extremamente comum em lactentes, afetando a maioria das crianças em algum momento. Sua prevalência é maior entre 9 e 12 meses de idade, sendo um desafio frequente na prática pediátrica e um motivo comum de consulta. A compreensão de sua etiopatogenia e manejo é fundamental para residentes. A fisiopatologia envolve uma combinação de fatores: oclusão, umidade, fricção, contato prolongado com urina e fezes (que elevam o pH da pele e ativam enzimas proteolíticas e lipolíticas), e proliferação microbiana, especialmente Candida albicans. O diagnóstico é clínico, baseado na localização e características das lesões. O tratamento e a prevenção baseiam-se em medidas higiênicas: troca frequente de fraldas, limpeza suave com água e sabão neutro, secagem adequada e uso de cremes de barreira (óxido de zinco, vaselina). Em casos de infecção secundária, como candidíase, antifúngicos tópicos (nistatina) podem ser adicionados.
A dermatite de fraldas se manifesta com lesões hiperemiadas, eritematosas e edematosas na região da fralda, podendo evoluir para pápulas, vesículas e erosões. A irritação e o desconforto são queixas comuns.
A conduta inicial e mais importante é a troca frequente de fraldas, limpeza suave da área com água morna e sabão neutro, e secagem completa da pele antes de colocar uma nova fralda. O uso de cremes de barreira também é recomendado.
Deve-se suspeitar de infecção secundária, como candidíase, quando as lesões persistem apesar das medidas de higiene, apresentam pápulas satélites, bordas bem definidas ou piora progressiva, necessitando de tratamento específico.
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