Dermatite da Fralda: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022

Enunciado

Lactente, oito meses, sexo feminino, apresenta lesões eritematosas que poupam as pregas na região perineal há quatro dias. Mãe suspeitou de alergia a fralda descartável, pois as lesões coincidiram com a troca do fabricante da fralda e suspendeu o uso da mesma, passando a utilizar fralda de pano e trocas a cada hora, com piora das lesões. A causa da lesão e o tratamento recomendado, respectivamente, são:

Alternativas

  1. A) componentes da fralda / corticoide tópico
  2. B) queda do pH / creme hidratante com ureia a 3%
  3. C) irritante primário / creme de barreira e limpeza frequente
  4. D) Candida albicans / nistatina tópico
  5. E) Alergia grave/ corticoide pomada (hidrocortisona a 1%)

Pérola Clínica

Dermatite da fralda irritativa = lesões eritematosas que poupam pregas, piora com umidade/fricção. Tratamento = barreira protetora e higiene.

Resumo-Chave

A dermatite da fralda irritativa é causada pelo contato prolongado da pele com urina e fezes, levando à irritação. A característica de poupar as pregas é chave para diferenciá-la da candidíase. O tratamento foca em reduzir a umidade, proteger a pele e evitar irritantes.

Contexto Educacional

A dermatite da fralda é uma condição cutânea comum em lactentes, caracterizada por inflamação na região coberta pela fralda. A forma mais frequente é a dermatite de contato irritativa, causada principalmente pelo contato prolongado da pele com urina e fezes, que alteram o pH cutâneo, ativam enzimas fecais e promovem a irritação por fricção e umidade. A epidemiologia mostra que a maioria dos bebês terá pelo menos um episódio de dermatite da fralda durante a infância. O diagnóstico da dermatite da fralda irritativa é clínico. As lesões são tipicamente eritematosas, podendo evoluir para pápulas, erosões e ulcerações, e classicamente poupam as pregas cutâneas, o que a diferencia da candidíase, que tende a afetar as pregas e apresentar lesões satélites. A história de piora com a troca de fralda ou aumento da umidade reforça a suspeita. É crucial suspeitar de candidíase se não houver melhora com as medidas básicas ou se houver lesões satélites. O tratamento da dermatite da fralda irritativa baseia-se em medidas de higiene e proteção da barreira cutânea. Isso inclui a limpeza suave da área com água morna e sabonete neutro a cada troca de fralda, secagem cuidadosa (sem esfregar), e a aplicação generosa de cremes de barreira contendo óxido de zinco ou vaselina. Trocas frequentes de fralda e períodos sem fralda (exposição ao ar) também são fundamentais para reduzir a umidade e promover a cicatrização. Corticoides tópicos de baixa potência podem ser usados em casos mais graves, mas com cautela.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da dermatite da fralda irritativa?

A dermatite da fralda irritativa manifesta-se com eritema, pápulas e, em casos mais graves, erosões e ulcerações nas áreas de contato com a fralda, tipicamente poupando as pregas cutâneas. A piora com a umidade e fricção é comum.

Como diferenciar dermatite da fralda irritativa de candidíase?

A dermatite irritativa poupa as pregas, enquanto a candidíase da fralda geralmente afeta as pregas e apresenta lesões satélites. A candidíase também pode ter um aspecto mais brilhante e descamativo.

Qual o tratamento inicial para dermatite da fralda irritativa?

O tratamento inicial envolve medidas de higiene, como limpeza suave e frequente da área com água e sabonete neutro, secagem adequada e aplicação de cremes de barreira (óxido de zinco, vaselina) para proteger a pele do contato com urina e fezes.

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