Dermatite da Fralda com Candidíase: Diagnóstico e Tratamento

UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Lactente, 8 meses, masculino, apresentou diarreia aguda terminada há 5 dias, é levado ao pediatra apresentando assadura. O exame físico só apresenta alterações na região perianal, genital e nádegas: pápulas eritematosas, isoladas e confluentes, com superfície erosada e pequenas ulcerações rasas de bordas bem delimitadas, poupando as dobras. A mãe refere que vem usando creme de barreira sem sucesso. Considerando a principal hipótese diagnóstica o tratamento local a ser feito nesse momento é o seguinte:

Alternativas

  1. A) corticoide e antifúngicos.
  2. B) corticoide de baixa potência.
  3. C) antibiótico de amplo espectro
  4. D) antifúngico e agente de barreira.
  5. E) antibiótico e antifúngico.

Pérola Clínica

Dermatite da fralda com lesões satélites e ulcerações = candidíase. Tratamento: antifúngico + corticoide de baixa potência.

Resumo-Chave

A dermatite da fralda complicada por candidíase é comum após diarreia e se manifesta com lesões eritematosas, pápulas satélites e úlceras. O tratamento envolve antifúngico tópico e, para reduzir a inflamação, um corticoide de baixa potência.

Contexto Educacional

A dermatite da fralda é uma condição comum na infância, frequentemente exacerbada por fatores como umidade, atrito e contato prolongado com urina e fezes. A diarreia, como no caso apresentado, aumenta o risco de irritação e superinfecção. A superinfecção por Candida albicans é a complicação mais frequente da dermatite da fralda, e seu reconhecimento é crucial para o tratamento adequado. Clinicamente, a candidíase na área da fralda se manifesta com eritema intenso, pápulas e pústulas satélites (lesões menores que se espalham para fora da área principal de eritema), e pode apresentar ulcerações rasas. Diferentemente da dermatite irritativa primária, a candidíase tende a envolver as dobras cutâneas, embora o enunciado mencione 'poupando as dobras', a presença de pápulas e ulcerações ainda aponta para um componente infeccioso. O tratamento da dermatite da fralda com candidíase requer uma abordagem combinada. Além das medidas gerais de higiene (trocas frequentes de fralda, limpeza suave e uso de cremes de barreira), é fundamental o uso de um antifúngico tópico (ex: nistatina, miconazol) para erradicar o fungo. Para controlar a intensa inflamação e o prurido, um corticoide de baixa potência (ex: hidrocortisona a 1%) é indicado por um curto período. Residentes de pediatria devem estar atentos a esses detalhes para um manejo eficaz e seguro.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos que sugerem candidíase na dermatite da fralda?

A candidíase na área da fralda é sugerida por pápulas eritematosas, lesões satélites (pápulas ou pústulas fora da área principal de eritema), ulcerações rasas e, frequentemente, o envolvimento de dobras cutâneas ou lesões que se estendem para fora da área coberta pela fralda.

Qual o tratamento local mais eficaz para dermatite da fralda com candidíase?

O tratamento mais eficaz combina um antifúngico tópico (como nistatina, miconazol ou clotrimazol) para combater a infecção fúngica e um corticoide de baixa potência (como hidrocortisona a 1%) para reduzir a inflamação e o eritema.

Por que é importante usar um corticoide de baixa potência no tratamento?

O corticoide de baixa potência é essencial para controlar a inflamação e o prurido associados à dermatite, proporcionando alívio rápido dos sintomas e acelerando a cicatrização, sem os riscos de efeitos adversos dos corticoides de alta potência em áreas oclusivas.

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