Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Uma trabalhadora da indústria têxtil desenvolve dermatite crônica nas mãos. Qual ponto é essencial na investigação clínica?
Dermatite ocupacional → Investigar exposição a irritantes/alérgenos no ambiente de trabalho.
Em casos de dermatite crônica em trabalhador, especialmente em áreas expostas como as mãos, a investigação da exposição a substâncias irritantes ou alergênicas presentes no ambiente de trabalho é essencial. A dermatite de contato ocupacional é comum e requer a identificação e remoção do agente causal.
A dermatite crônica nas mãos de um trabalhador da indústria têxtil levanta uma forte suspeita de dermatite de contato ocupacional. Esta condição é uma das doenças de pele mais comuns relacionadas ao trabalho e ocorre devido ao contato da pele com substâncias irritantes ou alergênicas presentes no ambiente profissional. A indústria têxtil, em particular, utiliza uma vasta gama de produtos químicos, como corantes, formaldeído, resinas e solventes, que são conhecidos por seu potencial irritante ou sensibilizante. A investigação clínica deve ser minuciosa e focar na história ocupacional detalhada. É essencial questionar sobre as substâncias manipuladas, o tempo de exposição, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), a melhora dos sintomas durante períodos de afastamento do trabalho (fins de semana, férias) e o agravamento ao retornar. Além disso, deve-se considerar a localização das lesões, que frequentemente correspondem às áreas de contato com os agentes. Para residentes, a abordagem diagnóstica inclui a realização de testes epicutâneos (patch tests) para identificar alérgenos específicos, quando a dermatite alérgica é suspeitada. O manejo envolve a identificação e eliminação do agente causal, o uso adequado de EPIs, medidas de proteção da pele e, se necessário, tratamento tópico ou sistêmico para controlar a inflamação. A prevenção da recorrência depende diretamente da modificação do ambiente de trabalho ou da realocação do trabalhador, se a exposição não puder ser controlada.
Na indústria têxtil, os agentes podem incluir corantes (como dispersos), formaldeído (usado no acabamento), resinas (para tecidos "easy-care"), metais (em botões e zíperes) e solventes, além de irritantes como fibras e atrito.
A dermatite irritativa geralmente ocorre após uma única exposição a um irritante forte ou exposições repetidas a irritantes fracos, sem sensibilização prévia. A dermatite alérgica requer sensibilização prévia e é uma reação imunológica a um alérgeno específico, podendo ocorrer com pequenas quantidades do agente.
A história ocupacional é fundamental para identificar a relação entre a exposição no trabalho e o início ou agravamento da dermatite. Perguntas sobre as tarefas, substâncias manipuladas, uso de EPIs e a evolução dos sintomas fora do ambiente de trabalho (fins de semana, férias) são cruciais.
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