Dermatite de Contato Fototóxica: Diagnóstico e Causas

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 30 anos de idade, fototipo III, auxiliar de escritório, apresenta lesões no dorso da mão direita há 5 dias, com ardor. Exame dermatológico: vesículas no antebraço direito com 1 mm de diâmetro em base eritematoedematosa que se estendem até o terço médio do braço e vesículas dispersas no V. do decote. As lesões confluíam formando algumas bolhas na região distal do antebraço e intensificaram-se no dorso da mão direita próximo ao primeiro e segundo quirodáctilos. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Lúpus bolhoso.
  2. B) Dermatite atópica.
  3. C) Herpes Zoster.
  4. D) Eczema de contato fototóxico

Pérola Clínica

Lesões vesiculares/bolhosas em áreas expostas ao sol + contato com substância fotossensibilizante (ex: limão) → Dermatite fototóxica.

Resumo-Chave

A dermatite de contato fototóxica, ou fitofotodermatose, é uma reação inflamatória da pele que ocorre quando há contato com uma substância fotossensibilizante (como furanocumarinas presentes em frutas cítricas ou plantas) seguido de exposição à radiação ultravioleta, resultando em lesões eritematosas, vesiculares ou bolhosas nas áreas expostas.

Contexto Educacional

A dermatite de contato fototóxica, também conhecida como fitofotodermatose ou "dermatite de berloque" quando causada por perfumes, é uma reação inflamatória cutânea que resulta da interação entre uma substância química fotossensibilizante e a radiação ultravioleta (UVA) na pele. Diferente das reações fotoalérgicas, não envolve um mecanismo imunológico, sendo uma reação tóxica direta às células da pele. As substâncias mais comuns que causam essa reação são as furanocumarinas, encontradas em plantas como limão, lima, aipo, salsa e figo. Após o contato com essas substâncias e subsequente exposição solar, as áreas afetadas desenvolvem eritema, edema, vesículas e bolhas, acompanhadas de ardor ou queimação. A distribuição das lesões é característica, seguindo o padrão de contato e exposição solar, como no dorso das mãos ou decote. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição a agentes fotossensibilizantes e ao sol, e na morfologia e localização das lesões. O tratamento envolve a remoção do agente causador, compressas frias, corticosteroides tópicos para reduzir a inflamação e analgésicos para o alívio da dor. A prevenção é fundamental, evitando o contato com as substâncias fotossensibilizantes antes da exposição solar.

Perguntas Frequentes

O que causa a dermatite de contato fototóxica?

É causada pela interação de uma substância fotossensibilizante (como furanocumarinas de plantas, perfumes, medicamentos) com a radiação ultravioleta (UVA) na pele, resultando em dano celular direto.

Quais são os sintomas da dermatite fototóxica?

Os sintomas incluem eritema, edema, vesículas e bolhas nas áreas expostas ao sol que tiveram contato com o agente, acompanhados de ardor ou prurido. Pode deixar hiperpigmentação residual.

Como diferenciar dermatite fototóxica de fotoalérgica?

Na fototóxica, a reação é dose-dependente e pode ocorrer na primeira exposição, sem envolvimento imunológico. Na fotoalérgica, é uma reação de hipersensibilidade tardia, não dose-dependente, que requer sensibilização prévia.

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