Dermatite de Contato Alérgica: Fisiopatologia e Diagnóstico

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 32 anos, relata eritema em dorso das mãos, acompanhado de prurido intenso, há 2 dias. O quadro, que nunca havia ocorrido antes, iniciou após ela fazer uso de novas luvas de borracha em seu trabalho como auxiliar de limpeza. Ao exame nota-se eritema intenso, edema e vesículas no dorso de ambas as mãos, com limites bem definidos. Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, qual a alteração fisiopatológica subjacente a este quadro?

Alternativas

  1. A) A reação cutânea envolve um processo imunológico complexo com hipersensibilidade tipo I, mediada por IgE, e hiperreatividade de células Th2 a diversos alérgenos do meio ambiente.
  2. B) O processo decorre de extravasamento sanguíneo, incluindo hemácias, levando a depósito de hemossiderina e fibrina, além de resposta inflamatória, com excesso de inibidores de metaloproteinases e excesso de gelatinases pró-inflamatórias.
  3. C) O processo decorre da interação da pele com alérgenos, cujo resultado é uma reação de hipersensibilidade (reação tipo IV de Gell e Coombs), que gera linfócitos T específicos para cada agente sensibilizante.
  4. D) A reação cutânea decorre de fatores que levem a quebra de barreira cutânea, como irritações e sensibilizações a agentes externos, que por sua vez é seguida do recrutamento de resposta inflamatória, mediada principalmente por interleucina 17 e interferon gama.

Pérola Clínica

Dermatite de contato alérgica = hipersensibilidade tipo IV mediada por linfócitos T.

Resumo-Chave

A dermatite de contato alérgica é uma reação de hipersensibilidade tardia (tipo IV) desencadeada pelo contato com um alérgeno. Linfócitos T previamente sensibilizados reconhecem o antígeno, levando a uma resposta inflamatória cutânea com eritema, edema e vesículas.

Contexto Educacional

A dermatite de contato alérgica (DCA) é uma forma comum de eczema, caracterizada por uma resposta inflamatória cutânea desencadeada pelo contato com um alérgeno específico. É uma condição importante na prática clínica, especialmente em profissões que envolvem exposição a múltiplos agentes químicos, como auxiliares de limpeza ou profissionais de saúde. A prevalência é significativa e pode impactar a qualidade de vida e a capacidade laboral dos indivíduos afetados. A fisiopatologia da DCA envolve uma reação de hipersensibilidade tipo IV, também conhecida como hipersensibilidade tardia, mediada por células T. Após a exposição inicial ao alérgeno (fase de sensibilização), os linfócitos T são ativados e proliferam. Em exposições subsequentes, esses linfócitos T de memória reconhecem o alérgeno, liberando citocinas que recrutam outras células inflamatórias, resultando em eritema, edema, prurido e formação de vesículas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição e na morfologia das lesões, podendo ser confirmado por testes de contato (patch test). O tratamento da DCA consiste principalmente na identificação e evitação do alérgeno causador. Para o controle dos sintomas agudos, são utilizados corticosteroides tópicos de média a alta potência e anti-histamínicos orais para o prurido. Em casos graves ou refratários, corticosteroides sistêmicos podem ser considerados. O prognóstico é geralmente bom com a remoção do agente causal, mas a recorrência é comum se a exposição persistir. A educação do paciente sobre a prevenção é fundamental.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da dermatite de contato alérgica?

A dermatite de contato alérgica manifesta-se com eritema, edema, prurido intenso e vesículas ou bolhas na área de contato com o alérgeno, geralmente com limites bem definidos.

Como diferenciar a dermatite de contato alérgica da irritativa?

A dermatite alérgica é uma reação imunológica (tipo IV) que requer sensibilização prévia, enquanto a irritativa é uma resposta inflamatória direta a um agente tóxico ou irritante, sem envolvimento imunológico específico.

Qual o mecanismo de hipersensibilidade envolvido na dermatite de contato alérgica?

O mecanismo é uma reação de hipersensibilidade tardia, tipo IV de Gell e Coombs, mediada por linfócitos T que foram previamente sensibilizados ao alérgeno.

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