UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher, 32 a, técnica de enfermagem há três anos. Refere o aparecimento de lesões nas mãos há 4 meses, que melhoram com uso de pomada de corticoide. Retornaram há dois meses após as férias. Exame físico: Pele: lesões eritemo-descamativas em região dorsal das mãos e regiões interdigitais bilaterais. O DIAGNÓSTICO E O EXAME A SER SOLICITADO SÃO:
Lesões cutâneas recorrentes em áreas de contato profissional que melhoram com corticoide e pioram ao retornar ao trabalho → Dermatite de contato alérgica.
A história clínica de lesões que melhoram com tratamento e recidivam ao reexpor-se a um ambiente de trabalho específico, especialmente em mãos, é altamente sugestiva de dermatite de contato alérgica. O teste epicutâneo (patch test) é o padrão-ouro para identificar o alérgeno responsável.
A dermatite de contato é uma inflamação da pele causada pelo contato com uma substância externa. Ela pode ser classificada como irritativa (mais comum, por dano direto) ou alérgica (reação de hipersensibilidade tipo IV). A dermatite de contato alérgica (DCA) é uma condição comum, especialmente em profissionais que manipulam diversas substâncias, como os da área da saúde. A DCA é caracterizada por lesões eritemato-descamativas, pruriginosas e, por vezes, vesiculosas, que surgem nas áreas de contato com o alérgeno. A história clínica é fundamental: a recorrência das lesões, a melhora com o afastamento do agente e a piora com a reexposição são fortes indicativos. Em profissionais de saúde, luvas, antissépticos e outros produtos podem ser os alérgenos. O diagnóstico de DCA é confirmado pelo teste epicutâneo, também conhecido como patch test. Este exame consiste na aplicação de alérgenos padronizados na pele do dorso do paciente, que são mantidos ocluídos por 48 horas. A leitura é realizada em 48 e 96 horas (e por vezes em 7 dias), buscando reações inflamatórias no local de aplicação que indiquem sensibilização. O tratamento envolve a identificação e evitação do alérgeno, além do uso de corticosteroides tópicos para controlar a inflamação.
A dermatite de contato alérgica geralmente se manifesta com lesões eritematosas, edematosas, pruriginosas e, por vezes, vesiculosas ou bolhosas, que podem evoluir para descamação e liquenificação em casos crônicos. As lesões aparecem nas áreas de contato com o alérgeno.
A dermatite de contato irritativa é causada por dano direto à barreira cutânea por substâncias químicas ou físicas, podendo ocorrer na primeira exposição. A dermatite de contato alérgica é uma reação de hipersensibilidade tipo IV, que requer sensibilização prévia e se manifesta após reexposição ao alérgeno, geralmente com prurido intenso e lesões bem delimitadas.
O teste epicutâneo é o padrão-ouro para identificar o alérgeno causador da dermatite de contato alérgica. Pequenas quantidades de alérgenos suspeitos são aplicadas na pele do dorso do paciente sob oclusão por 48 horas. A leitura é feita em 48 e 96 horas (e às vezes em 7 dias), observando-se a presença de eritema, pápulas ou vesículas no local de aplicação, indicando uma reação positiva.
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