Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2021
Qual das alternativas abaixo se refere corretamente à dermatite atópica (DA) na infância?
Hidratação da pele → base do tratamento da dermatite atópica, essencial para restaurar a barreira cutânea.
A hidratação da pele é o pilar fundamental no tratamento da dermatite atópica na infância, visando restaurar a função de barreira cutânea comprometida. É importante lembrar que nem todos os casos são IgE-mediados, o Staphylococcus aureus é o principal colonizador bacteriano e a maioria dos casos inicia-se antes do primeiro ano de vida.
A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, de natureza multifatorial, que afeta predominantemente crianças. Caracteriza-se por pele seca, prurido intenso e lesões eczematosas, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. O manejo adequado da DA na infância é um pilar fundamental na pediatria e dermatologia. A base do tratamento da dermatite atópica reside na restauração e manutenção da função de barreira cutânea, e a hidratação da pele é o componente mais crucial para isso. O uso regular e generoso de emolientes e hidratantes ajuda a reter a umidade, reduzir a secura e a coceira, e proteger a pele contra irritantes e alérgenos. Além disso, é importante reconhecer que nem todos os pacientes com DA apresentam IgE sérica elevada, e a maioria dos casos tem início nos primeiros meses ou anos de vida. Outro ponto relevante é a colonização bacteriana. O Staphylococcus aureus é o principal agente que coloniza as lesões de DA, e suas toxinas podem atuar como superantígenos, perpetuando o ciclo inflamatório. O tratamento também envolve o controle da inflamação com corticosteroides tópicos ou inibidores de calcineurina, e o manejo de fatores desencadeantes. Para residentes, compreender a fisiopatologia da barreira cutânea e a importância da hidratação é essencial para um tratamento eficaz e para a educação dos pais.
A dermatite atópica é caracterizada por uma barreira cutânea disfuncional. A hidratação regular com emolientes ajuda a restaurar essa barreira, reduzindo a perda de água transepidérmica, diminuindo a secura, a coceira e a penetração de alérgenos e irritantes.
O Staphylococcus aureus coloniza a pele de mais de 90% dos pacientes com dermatite atópica, especialmente nas lesões. Suas toxinas agem como superantígenos, exacerbando a inflamação e perpetuando o ciclo de coceira e arranhadura.
Não, embora a maioria dos casos de dermatite atópica seja extrínseca (IgE-mediada) e associada a outras atopias, existe também a dermatite atópica intrínseca, que não é IgE-mediada e não apresenta níveis elevados de IgE sérica.
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