Dermatite Atópica Pediátrica: Complicações e Manejo

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

Considerando uma preparação para apresentar um seminário em relação ao tema “Dermatite Atópica em Pediatria”, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A história familiar positiva não representa fator de risco significante para desenvolvimento da dermatite atópia.
  2. B) As manifestações clínicas características nos lactentes incluem pele seca e áspera e lesões eczematosas localizadas nas pregas antecubitais e poplíteas.
  3. C) O tratamento das crises inflamatórias leves a moderadas é realizado, em geral, com corticóides tópicos de alta potência, como a betametasona.
  4. D) O manejo do prurido é principalmente realizado através do uso de anti-histamínicos sedativos.
  5. E) A infecção secundária é uma das principais complicações da dermatite atópica, e sua etiologia mais frequente é a Staphylococcus aureus.

Pérola Clínica

Infecção secundária é complicação comum da dermatite atópica, sendo Staphylococcus aureus o principal agente etiológico.

Resumo-Chave

A pele atópica possui uma barreira cutânea disfuncional, tornando-a mais suscetível à colonização e infecção por microrganismos, especialmente o Staphylococcus aureus. O prurido intenso e o ato de coçar facilitam a quebra da barreira e a entrada de bactérias, levando a impetiginização e outras infecções cutâneas.

Contexto Educacional

A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, lesões eczematosas e pele seca. É uma das condições dermatológicas mais comuns na infância, afetando significativamente a qualidade de vida. A patogênese envolve uma interação complexa de fatores genéticos, disfunção da barreira cutânea, desregulação imunológica e fatores ambientais. A história familiar positiva é um forte fator de risco, indicando uma predisposição atópica. As manifestações clínicas variam com a idade. Em lactentes, as lesões são tipicamente eritematosas, vesiculares e exsudativas, localizadas na face e superfícies extensoras. Em crianças maiores, as lesões tendem a ser mais secas, liquenificadas e localizadas nas pregas flexurais. O prurido é o sintoma cardinal e pode levar a escoriações e distúrbios do sono. O tratamento da DA visa controlar a inflamação, restaurar a barreira cutânea e manejar o prurido. Hidratantes são a base do tratamento. Para crises inflamatórias, corticoides tópicos de baixa a média potência são geralmente usados em pediatria (evitando alta potência em áreas sensíveis). A infecção secundária, principalmente por Staphylococcus aureus, é uma complicação frequente devido à disfunção da barreira cutânea e ao ato de coçar, exigindo tratamento com antibióticos tópicos ou sistêmicos.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações clínicas da dermatite atópica em lactentes e crianças maiores?

Em lactentes, as lesões eczematosas são frequentemente na face (bochechas), couro cabeludo e superfícies extensoras. Em crianças maiores, predominam nas pregas flexurais (antecubitais, poplíteas), pescoço e punhos, com pele seca e liquenificação.

Por que a infecção secundária é uma complicação tão frequente na dermatite atópica?

A barreira cutânea disfuncional na dermatite atópica, juntamente com o prurido intenso e o ato de coçar, facilita a colonização e a penetração de microrganismos, especialmente o Staphylococcus aureus, que pode exacerbar a inflamação.

Qual o papel dos anti-histamínicos no manejo do prurido na dermatite atópica?

Anti-histamínicos sedativos podem ser úteis para o prurido noturno, melhorando o sono. No entanto, não são a principal estratégia para o controle do prurido diurno, que é melhor manejado com hidratação, corticoides tópicos e imunomoduladores.

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