Dermatite Atópica em Crianças: Diagnóstico e Sinais Chave

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015

Enunciado

Lucas, 2 anos de idade, foi levado para consulta no ambulatório de pediatria por apresentar lesões de pele eritemato-descamativas e exsudativas, localizadas nas regiões malares, pálpebras, pescoço, região anterior do tórax, dobras antecubitais e poplíteas. Qual alternativa abaixo apresenta o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Dermatite seborreica com infecção secundária por Streptococcus.
  2. B) Dermatite seborreica com contaminação por Cândida albicans.
  3. C) Psoríase invertida.
  4. D) Dermatite atópica com infecção cutânea secundária por Staphylococcus aureus.
  5. E) Esporotricose cutânea.

Pérola Clínica

Dermatite atópica em crianças <2 anos: lesões exsudativas em face/extensoras; >2 anos: dobras flexoras. Infecção secundária por S. aureus é comum.

Resumo-Chave

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, comum na infância, caracterizada por prurido intenso e lesões eczematosas. A localização das lesões varia com a idade, sendo face e superfícies extensoras em lactentes e dobras flexoras em crianças maiores. A infecção secundária, frequentemente por Staphylococcus aureus, agrava o quadro.

Contexto Educacional

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, de etiologia multifatorial, com forte componente genético e disfunção da barreira cutânea. É uma das doenças de pele mais comuns na infância, afetando cerca de 15-20% das crianças em países desenvolvidos. Sua importância clínica reside no impacto significativo na qualidade de vida do paciente e da família devido ao prurido intenso e às lesões visíveis. O diagnóstico da dermatite atópica é clínico, baseado na presença de prurido e lesões eczematosas com distribuição típica para a idade. Em lactentes, as lesões são frequentemente exsudativas e localizadas na face, pescoço e superfícies extensoras. Em crianças maiores, as dobras flexoras (antecubitais e poplíteas) são classicamente afetadas. A suspeita deve surgir diante de um quadro crônico e recorrente de eczema pruriginoso. O tratamento envolve hidratação intensiva da pele, uso de corticosteroides tópicos para controlar a inflamação e, em casos de infecção secundária (comum por Staphylococcus aureus), antibióticos tópicos ou sistêmicos. O prognóstico é variável, com muitos casos melhorando na adolescência, mas alguns persistindo na vida adulta. É crucial orientar os pais sobre o manejo da doença e evitar fatores desencadeantes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais típicos da dermatite atópica em lactentes e crianças maiores?

Em lactentes (<2 anos), a dermatite atópica frequentemente afeta a face (malares, pálpebras), pescoço e superfícies extensoras, com lesões eritemato-descamativas e exsudativas. Em crianças maiores, as lesões tendem a se localizar nas dobras flexoras (antecubitais, poplíteas).

Por que a infecção por Staphylococcus aureus é comum na dermatite atópica?

A barreira cutânea comprometida e o prurido intenso na dermatite atópica facilitam a colonização e infecção secundária por Staphylococcus aureus. Isso agrava as lesões, tornando-as mais exsudativas e eritematosas.

Como diferenciar dermatite atópica de dermatite seborreica em crianças?

A dermatite atópica é caracterizada por prurido intenso e lesões eczematosas em locais específicos por idade. A dermatite seborreica, por sua vez, apresenta escamas oleosas e amareladas, sem prurido significativo, afetando principalmente couro cabeludo (crosta láctea) e região das fraldas em lactentes.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo