ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um escolar com 4 anos, em acompanhamento no ambulatório de pediatria, apresenta lesões de eczema subagudo, e crônico, com pele áspera e seca, localizadas em pregas antecubitais e poplíteas, resultando no espessamento das linhas naturais e formação de crostas hemáticas. No momento as lesões estão úmidas, com presença de crostas amareladas (melicéricas). Considerando essa lesão em seu momento atual, o provável agente etiológico é:
Eczema com crostas melicéricas (amareladas) → Impetiginização por Staphylococcus aureus.
A quebra da barreira cutânea no eczema atópico facilita a colonização e infecção secundária, sendo o S. aureus o principal patógeno envolvido nas lesões úmidas e crostosas.
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica comum na infância, caracterizada por xerose e prurido. A complicação mais frequente é a infecção secundária, ou impetiginização. O termo 'melicérico' deriva do grego para mel, descrevendo perfeitamente o exsudato seco da infecção estafilocócica. O manejo clínico exige distinguir entre a exacerbação inflamatória pura e a sobreinfecção. A presença de pústulas, exsudato purulento ou as clássicas crostas melicéricas direciona o diagnóstico para etiologia bacteriana, onde o Staphylococcus aureus reina como principal agente isolado.
Crostas melicéricas são crostas com aspecto amarelado, semelhante ao mel, que se formam sobre lesões cutâneas. Elas são o sinal patognomônico de impetiginização (infecção bacteriana secundária), geralmente causada por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes, indicando a necessidade de tratamento antimicrobiano.
Pacientes atópicos possuem uma barreira cutânea deficiente (deficiência de filagrina) e uma microbiota desequilibrada. Além disso, o prurido intenso leva a escoriações que servem como porta de entrada para bactérias. O Staphylococcus aureus coloniza a pele de até 90% dos pacientes com dermatite atópica moderada a grave.
O tratamento envolve o controle da inflamação de base e a erradicação da infecção. Para lesões localizadas, antibióticos tópicos como mupirocina podem ser usados. Em casos extensos ou com sinais sistêmicos, utilizam-se antibióticos orais com cobertura para S. aureus (como cefalexina) associados a cuidados de higiene e hidratação.
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