UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Paciente de 1 ano, feminino, com lesões de pele pruriginosas e recidivantes principalmente em regiões flexurais de braços e pernas, desde os 4 meses de idade, apresenta lesões também na face e na região do tronco. Mãe refere ter feito vários tratamentos para escabiose com melhoras ocasionais, mas que as lesões retornavam. A criança tem um sono agitado, com dificuldade para dormir constante e não deixa ninguém em casa dormir há alguns dias. Associado apresenta pele bastante seca e lesões, ocasionadas por picadas de inseto em braços e pernas, que a mãe refere que a criança coça bastante também. Neste caso, a melhor conduta é:
Criança com lesões pruriginosas recidivantes em flexuras + pele seca → pensar em Dermatite Atópica; conduta: hidratação + corticoide tópico.
O quadro clínico da criança é altamente sugestivo de dermatite atópica, com prurido intenso, lesões recidivantes em áreas flexurais e pele seca. O tratamento inicial foca na restauração da barreira cutânea com hidratantes e controle da inflamação com corticoides tópicos, além de medidas de higiene.
A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, comum na infância, caracterizada por prurido intenso, pele seca (xerose) e lesões eczematosas recidivantes. O caso descrito, com início aos 4 meses, lesões pruriginosas em regiões flexurais, face e tronco, pele seca e distúrbio do sono devido ao prurido, é altamente sugestivo de DA. A falha no tratamento para escabiose reforça a necessidade de reavaliar o diagnóstico. O manejo da dermatite atópica em crianças envolve uma abordagem multifacetada. A hidratação diária da pele com emolientes é a pedra angular do tratamento, visando restaurar a barreira cutânea e reduzir a xerose. Durante as exacerbações, corticoides tópicos de potência adequada para a idade e localização das lesões são utilizados para controlar a inflamação e o prurido. É crucial orientar os pais sobre o uso correto dos medicamentos e a importância dos cuidados diários com a pele. Além disso, medidas de higiene como banhos curtos e mornos, uso de sabonetes suaves e sem fragrância, e evitar o uso excessivo de sabonetes são importantes. A identificação e evitação de gatilhos (alérgenos, irritantes, estresse) também contribuem para o controle da doença. O tratamento adequado visa não apenas aliviar os sintomas, mas também melhorar a qualidade de vida da criança e da família, que frequentemente sofrem com a privação de sono e o desconforto do prurido.
Os critérios incluem prurido, eczema com morfologia e distribuição típicas para a idade (flexuras em crianças maiores), história de pele seca, início precoce e história pessoal ou familiar de atopia (asma, rinite alérgica).
A hidratação é fundamental para restaurar a barreira cutânea comprometida na dermatite atópica, reduzindo a perda de água transepidérmica, diminuindo o prurido e a necessidade de corticoides tópicos.
Devem ser usados em curtos períodos durante as exacerbações, com potência adequada para a área afetada e idade do paciente, e desmame gradual. O uso contínuo e inadequado pode levar a efeitos adversos.
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