AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
A dermatite atópica é uma condição dermatológica crônica e pruriginosa, que muitas vezes tem curso recidivante. Sobre essa dermatose, assinale a alternativa correta.
Mutações no gene da filagrina → disfunção da barreira cutânea = fator de risco bem estabelecido para dermatite atópica.
A dermatite atópica é uma doença complexa com forte componente genético. A disfunção da barreira cutânea, frequentemente associada a mutações no gene da filagrina, é um pilar fisiopatológico, permitindo maior penetração de alérgenos e irritantes, e contribuindo para a inflamação crônica.
A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso e lesões eczematosas. Afeta uma parcela significativa da população pediátrica e adulta, com prevalência crescente. Sua patogênese é multifatorial, envolvendo predisposição genética, disfunção da barreira cutânea, desregulação imunológica e fatores ambientais. A fisiopatologia da DA é complexa, mas um dos pilares é a disfunção da barreira cutânea. Mutações no gene da filagrina (FLG), que codifica uma proteína essencial para a formação do estrato córneo, são um fator de risco genético bem estabelecido. A perda de função da filagrina compromete a integridade da barreira, facilitando a penetração de alérgenos e microrganismos, e a perda transepidérmica de água, levando à pele seca e pruriginosa. O diagnóstico da DA é clínico, baseado em critérios bem definidos, e a biópsia de pele não é rotineiramente necessária. O tratamento da DA visa restaurar a barreira cutânea, controlar a inflamação e aliviar o prurido. Inclui hidratação intensiva, corticosteroides tópicos, inibidores de calcineurina tópicos e, em casos graves, terapias sistêmicas. O manejo da DA requer uma abordagem individualizada e contínua, com educação do paciente e da família sobre a natureza crônica e recidivante da doença.
Mutações no gene da filagrina (FLG) são o fator genético mais bem estudado, levando a uma disfunção da barreira cutânea e maior suscetibilidade a alérgenos e irritantes.
O diagnóstico da dermatite atópica é clínico, baseado em critérios como os de Hanifin e Rajka, que incluem prurido, morfologia e distribuição típicas, e história pessoal ou familiar de atopia. Biópsia é raramente necessária.
A dermatite atópica geralmente se inicia na primeira infância, com a maioria dos casos surgindo antes dos 5 anos de idade, sendo comum o início nos primeiros meses de vida.
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