UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Menor, 6 anos, é atendido em setor ambulatorial com queixa de lesões pruriginosas, recidivantes localizadas em regiões flexurais de joelhos e cotovelos com eritema e liquenificação. Portador de rinite alérgica e asma parcialmente controlada. Assinale a afirmativa que não corresponde ao diagnóstico clínico do paciente.
Dermatite atópica: testes cutâneos são úteis para identificar gatilhos, não proscritos por risco anafilático.
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, frequentemente associada a outras atopias. Os testes de leitura cutânea imediata (prick test) são ferramentas seguras e valiosas para identificar alérgenos desencadeantes, não sendo proscritos devido ao risco de anafilaxia, que é baixo e manejável.
A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, lesões eczematosas e pele seca. Afeta predominantemente crianças, mas pode persistir ou iniciar na vida adulta. É frequentemente associada a outras manifestações atópicas, como rinite alérgica e asma, configurando a 'marcha atópica'. A prevalência tem aumentado globalmente, tornando-a uma condição comum na prática clínica. A fisiopatologia da DA é complexa, envolvendo disfunção da barreira cutânea, desregulação imunológica (predominância Th2) e fatores genéticos e ambientais. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios como prurido, morfologia e distribuição típica das lesões (flexuras em crianças maiores), história pessoal ou familiar de atopia e curso crônico-recidivante. Os testes cutâneos de leitura imediata (prick test) são ferramentas úteis para identificar alérgenos que podem exacerbar a doença, mas não são diagnósticos de DA em si. O risco de reações anafiláticas é baixo e os testes são considerados seguros quando realizados em ambiente adequado. O tratamento da DA visa controlar o prurido e a inflamação, restaurar a barreira cutânea e evitar fatores desencadeantes. Inclui hidratação intensiva, corticosteroides tópicos, inibidores da calcineurina tópicos e, em casos mais graves, fototerapia ou imunossupressores sistêmicos. A identificação e manejo dos fatores desencadeantes, como aeroalérgenos (ex: Dermatophagoides pteronyssinus) e infecções fúngicas (ex: Malassezia), são cruciais para o controle da doença e a prevenção de exacerbações.
Os fatores desencadeantes da dermatite atópica incluem aeroalérgenos (como Dermatophagoides pteronyssinus), alérgenos alimentares, irritantes (sabões, detergentes), infecções (especialmente por Staphylococcus aureus e fungos do gênero Malassezia), estresse emocional e alterações climáticas.
Os inibidores da calcineurina tópicos (tacrolimus, pimecrolimus) são imunomoduladores que atuam reduzindo a inflamação na pele. São uma alternativa eficaz aos corticosteroides tópicos, especialmente para uso em áreas sensíveis como face e dobras, e para terapia de manutenção, ajudando a prevenir recidivas.
Sim, a fototerapia (UVA, UVB de banda estreita) é uma opção terapêutica para casos de dermatite atópica moderada a grave que não respondem adequadamente à terapia tópica convencional. Ela atua modulando a resposta imune da pele e reduzindo a inflamação e o prurido.
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