Dermatite Atópica em Lactentes: Diagnóstico e Manejo

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025

Enunciado

Uma lactente de 10 meses de vida foi levada ao pediatra pelos pais com queixa de dificuldade para dormir devido a prurido na pele. Ao exame físico, foi verificada a presença de lesões eritematosas com pápulas, vesículas e crostas na face, além de algumas lesões de mesmo aspecto na região extensora dos braços. Foi notada ausência de lesões na região do nariz e da boca.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta terapêutica adequada para esse caso.

Alternativas

  1. A) impetigo, prescrever antibiótico tópico e orientações para descolonização
  2. B) dermatite seborreica, orientar uso de corticoide tópico
  3. C) prurigo estrófulo, prescrever corticoide tópico e uso de repelentes
  4. D) dermatite atópica, orientar hidratação da pele
  5. E) dermatite de contato alérgica e anti‑histamínicos

Pérola Clínica

Lactente com prurido + lesões eritematosas/vesículas/crostas em face/extensoras (poupa nariz/boca) = Dermatite Atópica → Hidratação da pele.

Resumo-Chave

A apresentação clínica de um lactente com prurido intenso, lesões eczematosas em face (com poupança perioral e perinasal) e superfícies extensoras é altamente sugestiva de dermatite atópica. A hidratação da pele é a pedra angular do tratamento, visando restaurar a barreira cutânea e reduzir a inflamação.

Contexto Educacional

A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, de etiologia multifatorial, caracterizada por prurido intenso e lesões eczematosas. É uma das condições dermatológicas mais comuns na infância, afetando significativamente a qualidade de vida da criança e da família. Em lactentes, a apresentação clínica é típica e o reconhecimento precoce é fundamental para um manejo adequado. As lesões em lactentes tendem a ser eritematosas, com pápulas, vesículas e crostas, localizadas principalmente na face (com frequência poupando a área perioral e perinasal) e nas superfícies extensoras dos braços e pernas. O prurido é o sintoma cardinal e pode levar a distúrbios do sono e irritabilidade. A fisiopatologia envolve uma disfunção da barreira cutânea e uma resposta imune alterada. O tratamento da dermatite atópica em lactentes baseia-se principalmente na restauração da barreira cutânea através da hidratação intensiva com emolientes. Medidas como banhos curtos e mornos, uso de sabonetes suaves e evitar gatilhos são importantes. Em casos de exacerbação, corticoides tópicos de baixa potência podem ser prescritos por curtos períodos. O manejo a longo prazo visa controlar o prurido, prevenir infecções secundárias e melhorar a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da dermatite atópica em lactentes?

Em lactentes, a dermatite atópica se manifesta com prurido intenso, lesões eritematosas, pápulas, vesículas e crostas, predominantemente na face (com frequência poupando as regiões perioral e perinasal) e nas superfícies extensoras dos membros.

Qual a conduta terapêutica inicial para dermatite atópica em lactentes?

A conduta terapêutica inicial e fundamental é a hidratação intensiva da pele com emolientes e hidratantes específicos, várias vezes ao dia, para restaurar a barreira cutânea. Corticoides tópicos de baixa potência podem ser usados em surtos, sob orientação médica.

Como diferenciar dermatite atópica de dermatite seborreica em lactentes?

A dermatite atópica cursa com prurido intenso e lesões eczematosas em face e extensoras, enquanto a dermatite seborreica geralmente não é pruriginosa, afeta o couro cabeludo ("crosta láctea") e dobras, com lesões mais oleosas e descamativas.

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