Dermatite Atópica em Lactentes: Diagnóstico e Sinais

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

Lactente de 11 meses, sexo masculino, apresenta quadro de irritabilidade e intenso prurido há cerca de 3 meses em pele. Apresenta placas eritematodescamativas nas regiões malares, poupando o maciço centro facial, sem indícios de contaminação bacteriana secundária e algumas lesões semelhantes em fossa antecubital, bilateralmente. Apresenta pele muito seca. Mãe refere irmão mais velho com lesões similares, além de asma e rinite. Qual a hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Dermatite atópica.
  2. B) Impetigo não bolhoso.
  3. C) Tinha de face.
  4. D) Escabiose.
  5. E) Dermatite seborreica.

Pérola Clínica

Lactente com prurido, lesões eczematosas típicas e história familiar de atopia → Dermatite Atópica.

Resumo-Chave

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, pele seca e lesões eczematosas com distribuição típica para a idade. Em lactentes, as regiões malares (poupando o centro facial) e as fossas antecubitais são locais comuns. A história familiar de atopia (asma, rinite, dermatite) reforça o diagnóstico.

Contexto Educacional

A dermatite atópica (DA), também conhecida como eczema atópico, é uma doença inflamatória crônica da pele, de natureza multifatorial, que afeta principalmente crianças. Caracteriza-se por prurido intenso, pele seca e lesões eczematosas que variam em morfologia e distribuição conforme a idade. Em lactentes, as lesões são frequentemente eritematodescamativas, podendo ser vesiculares e exsudativas, localizadas nas regiões malares (comumente poupando o centro facial), couro cabeludo e superfícies extensoras dos membros. A fisiopatologia da DA envolve uma disfunção da barreira cutânea, alterações imunológicas e fatores genéticos. A história familiar de atopia (asma, rinite alérgica ou DA) é um forte preditor da doença, fazendo parte da 'marcha atópica'. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos critérios de Hanifin e Rajka, que incluem prurido, morfologia e distribuição típicas, cronicidade e história pessoal/familiar de atopia. O manejo da dermatite atópica em lactentes foca na restauração da barreira cutânea com hidratantes, controle do prurido com anti-histamínicos e tratamento da inflamação com corticosteroides tópicos de baixa potência ou inibidores de calcineurina tópicos. Residentes devem estar atentos à educação dos pais sobre os cuidados com a pele, gatilhos e o manejo das crises para melhorar a qualidade de vida da criança e prevenir infecções secundárias.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para dermatite atópica em lactentes?

Os critérios diagnósticos incluem prurido, eczema com morfologia e distribuição típicas para a idade (face e superfícies extensoras em lactentes, flexuras em crianças mais velhas), história de atopia pessoal ou familiar (asma, rinite alérgica) e pele seca.

Qual a importância da história familiar na suspeita de dermatite atópica?

A história familiar de atopia (asma, rinite alérgica, dermatite atópica) é um forte indicativo genético e ambiental para o desenvolvimento da dermatite atópica no lactente, fazendo parte da chamada 'tríade atópica' e reforçando a hipótese diagnóstica.

Como diferenciar dermatite atópica de dermatite seborreica em lactentes?

A dermatite seborreica geralmente não causa prurido intenso, as lesões são mais oleosas e localizam-se tipicamente no couro cabeludo (crosta láctea), face (sobrancelhas, sulcos nasolabiais) e dobras. A dermatite atópica é pruriginosa, com pele seca e lesões eczematosas em áreas como as fossas antecubitais e poplíteas, e regiões malares.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo