HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Assinale a correspondência CORRETA entre tratamento da dermatite da área das fraldas entre estágios de dermatite e tratamento indicado: A) Com eritema intenso; B) Com eritema intenso mais pústulas; C) Leve; D) Com eritema intenso mais pústulas mais evidência de infecção secundária;E) Piora da dermatite prévia; 1 - Antibioticoterapia tópica, com neomicina, Gentamicina ou mupirocina a 2%; 2 - Troca frequente de fraldas. Limpeza com agentes brandos e água morna. Cremes de barreira; 3 - Corticóide tópico de baixa potência (creme de Hidrocortisona a 1% por 2 a 3 dias); 4 - Suspeitar de infecção por Cândida. Creme antifúngico, com nistatina ou miconazol a 1%(2x/dia) por 7 a 10 dias; 5 - Considerar outros diagnósticos diferenciais.
Dermatite de fralda: leve → barreira; eritema intenso → hidrocortisona; pústulas → antifúngico (Cândida); infecção secundária → antibiótico.
O tratamento da dermatite da área das fraldas é escalonado conforme a gravidade e a presença de infecções secundárias. Medidas preventivas e cremes de barreira são a base, mas corticoides tópicos de baixa potência, antifúngicos e antibióticos podem ser necessários.
A dermatite da área das fraldas, comumente conhecida como assadura, é uma das condições dermatológicas mais frequentes na infância, afetando a maioria dos bebês em algum momento. É uma dermatite de contato irritativa, causada principalmente pela exposição prolongada à umidade, fricção, urina e fezes, que alteram o pH da pele e comprometem a barreira cutânea. A prevenção e o tratamento adequado são cruciais para o conforto do bebê e para evitar complicações. A fisiopatologia envolve a quebra da barreira cutânea devido à hidratação excessiva (maceração), aumento do pH pela urease bacteriana (que converte ureia em amônia), e ação de enzimas fecais (lipases e proteases). Isso leva à inflamação e eritema. O diagnóstico é clínico, baseado na localização e características das lesões. É importante diferenciar a dermatite irritativa primária de infecções secundárias, sendo a candidíase a mais comum, caracterizada por lesões satélites e acometimento de dobras. Infecções bacterianas, embora menos comuns, podem ocorrer. O tratamento é escalonado. Para casos leves, a base é a higiene e o uso de cremes de barreira. Em casos de eritema intenso, corticoides tópicos de baixa potência por curto período são eficazes. Se houver suspeita de candidíase, antifúngicos tópicos são adicionados. Para infecção bacteriana secundária (impetiginização, pústulas), antibióticos tópicos são indicados. A falha no tratamento ou piora do quadro deve levar à reavaliação e consideração de outros diagnósticos diferenciais, como dermatite seborreica ou psoríase.
Para dermatite de fralda leve, a conduta inicial inclui troca frequente de fraldas, limpeza suave com água morna e agentes brandos, e aplicação de cremes de barreira à base de óxido de zinco ou petrolato.
Suspeita-se de candidíase quando há eritema intenso, pústulas satélites, lesões em dobras e ausência de melhora com medidas habituais. O tratamento é com antifúngicos tópicos como nistatina ou miconazol por 7 a 10 dias.
Corticoides tópicos de baixa potência, como a hidrocortisona a 1%, são indicados para dermatite de fralda com eritema intenso e inflamação significativa, por um período curto (2-3 dias) para reduzir a inflamação.
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