Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Com relação à derivação biliopancreática com switch duodenal (técnica usada para cirurgia bariátrica) pode-se afirmar:
Derivação Biliopancreática com Switch Duodenal (DBS) → menor incidência de úlceras marginais.
A técnica de Derivação Biliopancreática com Switch Duodenal (DBS) foi desenvolvida para reduzir a alta incidência de úlceras marginais observada em outras técnicas de derivação biliopancreática, preservando o piloro e o duodeno.
A derivação biliopancreática com switch duodenal (DBS) é uma das técnicas de cirurgia bariátrica mais eficazes para o tratamento da obesidade mórbida e suas comorbidades, como diabetes tipo 2. É considerada uma cirurgia de grande porte, que combina restrição gástrica (gastrectomia vertical) com um componente significativo de má absorção intestinal. Uma das grandes vantagens da DBS, e o ponto central da questão, é a sua capacidade de reduzir a incidência de úlceras marginais em comparação com outras técnicas de derivação biliopancreática que não preservam o piloro. Isso ocorre porque a anastomose é realizada entre o íleo e o duodeno, mantendo o piloro intacto e permitindo o fluxo fisiológico do quimo para o duodeno, protegendo a anastomose da exposição direta a ácidos biliares e sucos pancreáticos que podem ser irritantes. A técnica envolve a criação de uma gastrectomia vertical, a divisão do duodeno distal ao piloro, e a anastomose do íleo distal ao duodeno, criando uma alça alimentar longa e uma alça biliopancreática também longa, com uma alça comum curta. Embora seja altamente eficaz na perda de peso e resolução de comorbidades, a DBS requer um acompanhamento nutricional rigoroso devido ao risco de deficiências vitamínicas e minerais.
A principal vantagem da DBS é a menor incidência de úlceras marginais, pois preserva o piloro e o duodeno, evitando a exposição da anastomose gastrojejunal a ácidos biliares e sucos pancreáticos.
A DBS envolve uma gastrectomia vertical (sleeve gastrectomy), a divisão do duodeno distal ao piloro e a anastomose do íleo distal ao duodeno, criando uma alça alimentar e uma alça biliopancreática, com uma alça comum.
Não, a apendicectomia não é uma parte rotineira da técnica de derivação biliopancreática com switch duodenal. A técnica foca na modificação do trato gastrointestinal superior para restrição e má absorção.
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