IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
Entre as técnicas de cirurgia bariátrica citadas abaixo, a que tem como mecanismo de ação a indução de má absorção ampla é:
Derivação biliopancreática → técnica bariátrica com maior má absorção e perda de peso.
A derivação biliopancreática, especialmente com switch duodenal, é a técnica bariátrica que promove a má absorção mais intensa devido ao desvio significativo do trânsito alimentar do intestino delgado, resultando em menor contato com enzimas digestivas. Isso leva a uma perda de peso mais expressiva, mas também a um maior risco de deficiências nutricionais.
A cirurgia bariátrica é um tratamento eficaz para a obesidade mórbida, com diversas técnicas que atuam por mecanismos restritivos, disabsortivos ou mistos. A escolha da técnica depende de fatores como o grau de obesidade, comorbidades e perfil do paciente. Compreender os mecanismos de cada cirurgia é fundamental para o manejo pré e pós-operatório. A derivação biliopancreática, especialmente com switch duodenal, é a técnica que promove a maior perda de peso e a resolução mais eficaz de comorbidades metabólicas, mas também é associada ao maior risco de deficiências nutricionais. Seu mecanismo principal é a má absorção ampla, resultante do desvio do trânsito alimentar e da redução da superfície de contato com as enzimas digestivas. O acompanhamento pós-operatório desses pacientes exige vigilância rigorosa para identificar e tratar precocemente as deficiências vitamínicas e minerais, que podem ter consequências graves se não corrigidas. A suplementação vitamínica e mineral é uma necessidade vital e contínua para esses pacientes.
As principais técnicas são restritivas (banda gástrica, gastrectomia vertical), disabsortivas (derivação biliopancreática) e mistas (bypass gástrico em Y de Roux). Cada uma atua de forma diferente na redução da ingestão ou absorção de nutrientes.
A derivação biliopancreática desvia o alimento de uma grande porção do intestino delgado, reduzindo drasticamente o tempo de contato com as enzimas digestivas e a superfície de absorção, resultando em má absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis.
Devido à má absorção ampla, pacientes submetidos à derivação biliopancreática têm maior risco de deficiências de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), cálcio, ferro e proteínas, exigindo suplementação rigorosa e acompanhamento.
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